sexta-feira, 27 de março de 2009

E viva a Primavera! Quero Flores!

segunda-feira, 23 de março de 2009

As aventuras da Maria Castanha

Maria Castanha. Chamava-se assim desde sempre. Consta que o Maria vinha do formato da sua cara ser redondinho como a bolacha Maria e Castanha, porque a sua pele era de um marron delicioso e macio que brilhava ao sol.
Vivera ali desde sempre. Por isso nem há espaços para o Era uma vez. Porque eram todas. Eram infinitas e infinitas vezes. Todos os dias ela via o mesmo sol e a mesma lua a trocarem de posto, na tarefa de lhe iluminar a vida.
Todos os dias acordava e saía a correr pela porta pelo caminho que a conduzia ao riacho. Brincava pé ante pé ao desiquilibrio, por entre as pedras ribeirinhas e ria-se à gargalhada cheia que ecoava por entre o espaço solto que ladeava o riacho. Todos os dias, voltava para casa a saltitar, mas cansava-se sempre e acaba por dormir uma soneca por debaixo da árvore mãe. A Árvore Mãe - Dona Verde Ramalhete -repousava num clareira cheia de luz, no caminho intermédio entre a casinha da menina e o riacho. Era uma árvore grande, forte e devia ser já muito antiga. Maria Castanha sempre se lembrara daquela clareira aconchegada pelos seus largos ramos e pelas longas raízes que ressaltavam carinhosamente da terra, sem a fustigar.
Após a soneca, caminhava então por entre as árvores, olhando para cima, por entre as copas, observando, com os seus olhos grandes e fundos, cada novidade que se concretizava diante si. Ou eram as flores a serem debicadas pelas abelhas na Primavera, as árvores cobertas de folhas verdinhas no Verão, os tapetes longos e amarelos onde ela bailava no Outono ou os flocos de neve que lhe escapuliam pelas mãos, no Inverno. E ela era imensamente feliz.
No final do dia, sentava-se no chão à soleira da porta, e passava horas a contemplar o céu, conhecendo um por um, os focos de luz que lhe alegravam a noite. E sempre, sempre, antes de se ir deitar inspirava bem fundo, fechava os olhos e sorria enquanto escutava os barulhos que a floresta deixava chegar a si. E era feliz. ( continua)

( desenho feito para mim pelo Nelson Avelar, originalmente apelidado de a casinha da senhorita Susana, agora a casinha da Maria Castanha. Maria Castanha era a alcunha que me apelidavam na primária. Das muitas que tive esta foi a que mais gostei, por isso é irresistível para mim criar uma personagem com esse nome)

domingo, 22 de março de 2009

Cada macaco no seu galho






Que mania que as pessoas têm de se auto-medicarem. É uma das coisas que me chateia. Quando o médico diz 2 vezes por dia e como as coisas não estão melhores passamos a tomar três. Cada macaco no seu galho.

Conversa da treta entre irmãos

Eu: Pelo menos a febre baixou, é que eu para ter febre... a febre mata-me! Detesto ter febre!
Ele: Ai eu não, eu adoro! Gosto tanto que me costumo fechar na casa-de-banho e acender o aquecimento no máximo só para sentir aquela adorável sensação de calor!
Só não me ri muito porque da minha garganta poucos são os sons que saiem... é melhor nem dizer qual foi a resposta dele a este aspecto da minha condição de doente:)

sábado, 21 de março de 2009

O que eu queria mesmo mesmo era


ao som de Dean Martin.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Dia do Pai


À parte de estar febril e ter sido mandada para casa do emprego, e estar com uma amigdalite daquelas muito chatas em que dói tudo, o ouvido, a garganta, febres de 40 graus ( sim, não devia estar aqui a escrever)... ontem foi o Dia do Pai e pasme-se o mais incrédulo pois eu mesma recebi prendas do dia do Pai. Uma gravata feita em cartolina tão bonita para pendurar na porta e um diploma... mais incrédula fico perante a falta de sensibilidade da escola perante crianças que foram retiradas à familia. O que não foi naqueles coraçõezinhos.

terça-feira, 17 de março de 2009

Medo


- Susanaa!
- Sim.
- Não existem papões?
- Não, deixa-me mostrar-te aquilo que te assusta. Vês? Ali é a porta, logo ali é o quarto da x, depois o quarto do y e ao lado a zona dos brinquedos e do estudo. O que tu pensas que vês é só a tua imaginação (...).


Esta sou eu a falar de medo a uma criança que ainda não aprendeu a ler. Esta sou eu a explicar a uma criança aquilo que inconscientemente, muitas das vezes, me corta as pernas. E é tão simples, basta olhar à volta, materializar as ilusões, viver. Centrar-me em mim e deixar de procurar à volta o que me assusta, o que me congela a acção.
Sigo a minha vida em frente mas o medo está lá, de quando a quando, à espreita. A desilusão que apertou o meu coração durante tanto tempo já foi integrada e hoje sou mais mulher. Mas algo me corta ainda as pernas. Sou eu.

- Quem é mais forte: o medo ou tu?
- Sou eu!

E não é que ele tem toda a razão? De uma forma ou de outra, Sou Eu.


nota: falo de um medo que não é uma resposta fisiológica adaptada, que nos permite não derretermos a mão num bico de fogão.

O valor da Partilha


A Partilha é um conceito que se aprende desde cedo, ou que assim deveria ser. Vai ganhando contornos diferentes e mais musculados à medida que nos vamos desenvolvendo e que as nossas experiências transformam as coisas que possuimos para partilharmos numa objecto a uma escala mais macro-existencial. O conceito de partilha e o de felicidade esbarram-se de forma clara e imperetrível . Sentimo-nos mais felizes quando partilhamos. O racio do que damos e do que recebemos é superior ao nivel de satisfação que revelamos quando possuimos algo que consideramos cumulativamente nosso. Porque nada é cumulativamente nosso e tudo o que há no mundo ou é partilhado e sentido como detenção universal e comunitária, ou embarca-se em mares fundos e inóspitos e tudo perde o sentido. A experiência de partilhar acaba por desmultiplicar o que damos, mas por potenciar o que recebemos. Partilhem nem que seja seguindo uma linha de pensamento pseudo-capitalista, de receberem algo em troca: partilhem sorrisos, bom-disposição, pensamentos, meios, fins, projectos, sonhos, amor. O mundo pode ser um lugar melhor.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Coisas que me deixam um bocadito aborrecida...


.... chegar a mais que horas à estação do barco, estar à espera um quarto de hora, estar feliz porque finalmente acertei com todos os horários e vou chegar a horas - quiçá mais cedo -, no fim, descobrir que o barco que queremos apanhar já não sai daquela estação e acabou mesmo agora de seguir viagem, na outra ao lado.... enfim... Ah! Já tenho internet portátil!:)

domingo, 15 de março de 2009

Xaile

Tenho andado completamente viciada neste som. Não é propriamente novo, mas apenas o conheci há pouquinho tempo. Põe-me a dançar com uma genica e passa uma alegria espectacular. Talvez por toda a multiplicidade cultural que passa, a música tradicional portuguesa cantada de forma contemporânea, mesclada com outras sonoridades, com apontamentos cénicos ligados , por exemplo, à cultura celta que tanto me fascina. Deixo-vos aqui. Talvez também vos apeteça dançar.

video

sexta-feira, 13 de março de 2009

Olá a todos.


Novo trabalho. Queria dizer-vos que nos próximos tempos nem sempre conseguirei visitar os vossos espaços como vocês merecem. Saio de casa às 11, chego às 24. Os transportes públicos matam-me:)Por isso até tratar da net portátil e assim rentabilizar o tempo que perco em transportes públicos - nem vou fazer as contas para não me assustar - os comentários e os post serão feitos a bochechos, mediante o meu maior ou menor cansaço:)- se bem que o blog actua como uma terapia.
Obrigada a todos que aqui vêm, que tornam o wakeuplittlesusie num espaço muito meu e muito especial que me tem vindo, dia-a-dia, a ajudar a voltar a mim.
Um abraço grande para todos
su

terça-feira, 10 de março de 2009

A poesia e eu.

Alma de Poeta

Há quem diga que poesia é sentir, que poesia é viver
então todos os dias escrevemos poemas, vivemos poemas
criamos analogias com os outros, em quem nos vemos ao espelho;
suspiramos semânticas abertas ao olhos e ocultas ao coração:
trotamos ao ritmo verborreico das vivências ou mutificamos existências

Eu, há dias que me derramo sobre as palavras,
Que me exponho à textura forte das folhas de papel
Que me esborracho na tinta escura da caneta permanente
Que riu num ponto de exclamação, que choro com reticências
Que reflicto na interrogação ou que me silencio num ponto final.
E não tenho alma de poeta, não!
Tenho alma de sentir!

Se comprarem água comprem Earth Water!


"Todos os dias morrem seis mil pessoas devido à falta de água potável e destas, 80% são crianças. A cada 15 segundos morre uma criança devido a uma doença relacionada com a água. Com a criação da Earth Water pretendi fazer a diferença e melhorar estas estatísticas assustadoras. Ao desenvolver o conceito "You Never Drink Alone" ambiciono criar uma solução para a falta de água mundial". (Luis Figo, Embaixador do Projecto "You Never Drink Alone")

Arrancou esta semana em Portugal um projecto pioneiro de solidariedade. A água embalada Earth Water é o único produto no mundo com o selo do Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), revertendo os seus lucros a favor do programa de ajuda de água daquela instituição.

Ao nível nacional, a Earth Water é um projecto que conta com a colaboração da Tetra Pak, do Continente, da Central Cervejas e Bebidas, da MSTF Partners, do Grupo GCI e da Fundação Luís Figo.

Com o preço de venda ao público (PVP) de 59 cêntimos, a embalagem de Earth Water diz no rótulo que «oferece 100% dos seus lucros mundiais ao programa de ajuda de água da ACNUR», apresentando, mais abaixo, o slogan «A água que vale água».

Actualmente morrem 6 mil pessoas no mundo por dia por falta de água potável. Com 4 cêntimos, o ACNUR consegue fornecer água a um refugiado por um dia.

Sinto-me assim

Há quem tenha macaquinhos na cabeça. Eu tenho passarinhos. Muitos. A depenicarem-me a massa encefálica. Sim. Lamento. É uma visão um pouco cinzenta e mórbida, mas pronto, até nem tenho uma cabeça assim muito feia... ajuda? Não? Paciência.
Continuando. Tenho passarinhos na cabeça. Ideias que vão e vêm. Planos, estratégias, voltas e contra-voltas. Decisões. Saio, não saio, vou não vou, fico, não fico. É um dos meus maiores defeitos. Penso demais. Peso. Contra-peso. Argumento. Contra-argumento. Sempre fui assim. Às vezes vê-se mesmo uma pequena nuvem cinzenta... há quem tenha documentado esse fenómeno. E cheira! Também cheira a queimado!
Sinto-me assim. Com passarinhos na cabeça. E para quem tinha uma certa e determinada fobia em relação a pássaros não sei se é de todo positivo... lá estou a incorrer no mesmo erro. Pensar demais, viver de menos. Vou dormir, assim eles levam os bicos para outras bandas e amanhã já cá não estão. Ou então transformam-se, por artes mágicas em grandes, arejadas e organizadas gavetas de pensamentos. Recalcamentos é que não. Não quero cá coisas dessas. Boa noite.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Não são precisas palavras


BOOMBOX from Ely Kim on Vimeo.

... como é bom dançar:)

domingo, 8 de março de 2009

Coisas em que vou pensando...






A música é, na minha opinião, o meio de comunicação com maior potencial a nivel da comunicação inter-cultural.

Aos pés do Mestre, desafio

O amor é o Divino em tudo, e quanto mais intenso for o vosso amor, mais a Divindade se manifestará em vós, e através de vós outros atingirá.

( Krishnamurti em Aos pés do Mestre)



(Este é o livro que tenho na cabeceira, vou lendo-o aos poucos porque tem muito que absorver. Achei uma coincidência( sincronicidade, queria eu dizer;)) muito engraçada, pois ainda não tinha chegado a esta página e o que diz o parágrafo 5 da 58º página, tem tudo a ver com um dos últimos post's que escrevi)

sexta-feira, 6 de março de 2009

Porque um céu sem estrelas é igual a...

Acordei. Olhei-me ao espelho. Lá estavam elas. Estáveis na sua posição companheira. Nunca fogem a um dia de sol, de chuva, de vento, de frio ou de calor. Comparecem sempre e digo-vos mais, fazem-no sempre em boa hora com grande pinta! No Inverno mais tímidas e recatadas, no Verão atrevidas! Esticam e encolhem sem serem sujeitas à máquina de lavar e pintassilgam-me a cara como uma obra de arte abstracta e desigual, para não teorizar acerca de um descuido flagrante do pintor. Gosto de ter sardas. Não seria a mesma sem as minhas sardas. Perdi-lhes a conta, aparecem e desaparecem como por passos de magia, sem dar cavaco a ninguém, especialmente a mim. São assim elas, cheias de personalidade e se eu gosto delas assim, rebitezas!
A elas agradece-lhes a companhia nas noites de insónias em que já contei todos os carneiros que haveriam para contar e onde me dedico à fustigante procura da fórmula certa para lhes encontrar o número. Assim, dedico a todos os que comigo partilham esta deliciosa particularidade o video que se segue. Sim porque: uma cara sem sardas é igual a um céu sem estrelas, como diz a menina da trilha sonora.


video

quarta-feira, 4 de março de 2009

A minha relação com Deus é Amor

A minha relação com Deus é Amor. É Amor naquilo que sou, naquilo que vejo, naquilo que transformo e no que o mundo me transforma. É Amor naquilo que encontro no fundo do olhar de quem comigo se cruza, na forma como cada um se manifesta perante mim. Como cantam, abraçam, pintam, escrevem, sonham, fotografam, riem, materializam. Deus é Amor. Amor é Criatividade. E a minha relação com Deus passa pela capacidade que eu tenho criar. De criar com Amor. De criar com tudo de mim. Com todo o potencial com que nasci. De dar, de dar, de dar. E de receber. É osmose. Eu sou Criatividade. Eu Sou, porque Ele vive em mim. Ele Deus. Ele Amor. Ele Criatividade. Com toda a força que quando eu o souber abraçar na totalidade serei una com ele e una com o mundo, com o universo, com toda a fonte de criação. Quando eu souber usar esse dom que é Amar e Amar em toda a plenitude, saberei sem qualquer dúvida, sem qualquer tremor: que Eu Sou. Porque eu sou Amor e sei que sou muito, mas mesmo muito amada. Principalmente no erro. Por Ele. E é isso que ele, Deus/ Amor/ Criatividade me ensina todos os dias, que todos somos um. Que todos somos amor. Que a nossa essência é Amor e que em todos nós vive a divindade. E, por sua vez, na divindidade a unidade.
Nada serve de intermédio entre mim e Ele. Só eu. Só as minhas limitações nos cruzam. Nenhuma igreja, nenhum homem, nenhum ensinamento. Eu vivo-o dentro de mim. Escolho-o assim. Vivo-o em cada criança, em cada sorriso, em cada abraço, em cada lágrima seca, em cada gesto de amizade. Só ainda não aprendi a aceitá-lo em cada gesto que indigna, que magoa , que corta fundo, que me rasga os adentros. Mas esse é o meu Objectivo. Atingir a capacidade de amar incondicionalmente. E viver, e criar, criar, criar. Em mim e nos outros. A minha relação com Deus é Amor. Que o seja com todos os que não amo.
video

terça-feira, 3 de março de 2009

Falta muito?


Às vezes pergunto-me: Onde estás? O que estás a fazer? Estás bem, estás mal? A x ou a y kilómetros. Costumas sorrir muito quando pensas em mim, ou ignoras a possibilidade da minha existência? Pergunto-me se costumas riscar no calendário os dias que passam até à nossa chegada, ensaiar ao espelho o derradeiro momento do primeiro encontro... costumas beijar a almofada? Dançar sozinho na casa-de-banho, como se de uma valsa acompanhada se tratasse? É que eu vou fazendo isso tudo enquanto demoras. E por isso é que a Lua é minha, porque ilumina o mesmo céu que te cobre a noite. Ainda falta muito?

segunda-feira, 2 de março de 2009

Hoje venho falar-vos de Criar Bosques


Infelizmente ainda não consegui conciliar os horários com a dificuldade de transporte mas brevemente irei dedicar-me a plantar árvores. Encontrei um espaço - monitorizado pela Quercus - onde são desenvolvidas várias actividades para a plantação de árvores, todas desenvolvidas por voluntários com desejo e muita vontade de aumentar o número de árvores que, como todos sabemos, é o resultado mesquinho das ambições do Homem. Para quem se preocupa com estas questões e, cada vez mais deve ser uma preocupação e responsabilização individual. Vejam site http://www.condominiodaterra.org/criarbosques!
Podem também, tal como eu já fiz, inscreverem-se no grupo CriarBosques que funciona no googlegroups ou ver as várias iniciativas em curso, entrando em contacto com os dinamizadores, através dos contactos no site!
Força! Vamos plantar uma árvore?

domingo, 1 de março de 2009



Momento tão fugidio quanto perene. Preenche o momento, torna-o imortal mas não o transcende. Sabes o que quero dizer e lês nas entrelinhas. Obrigada. Pela música. Por ti. Lá vamos nós.

Su's sounds

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    Orgulhosamente recebido da Tecnenfermaginando, do Mimo Azul e da Malinha Viajante

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