sábado, 25 de agosto de 2012

Descansar o coração


Lembro-me de ti assim. Pequena, perspineta, teimosa e líder. Foste sempre assim, nos bons e maus momentos, nas boas e más atitudes. Comandas-te o nosso clã com uma firmeza de mulher carneiro, com alma de uma leoa e teimosia de um touro. Abriste-me a porta da tua casa e hoje quando me despedi foi isso que te agradeci. Obrigada por me teres aberto a porta da tua casa.  Sei que nem sempre foi fácil para ti, nem sempre compreendeste tudo mas aprendemos juntas que, na verdade, uma parte de nós resulta das circunstâncias da vida e temos uma vida para voltarmos de volta a nós. De ti guardo os punhos de quem impõe ordem quando isso também é preciso, a firmeza das decisões quando ninguém mais as quer tomar, o amor pelos teus filhos e a forma sensata e racional com que sempre levaste a vida. Também me vou lembrar sempre do teu vestido verde com florinhas vintage de que eu tanto gostava e dos teus sapatos. Talvez até seja de ti que herdo este gosto pela simplicidade clássica do antigamente, que fica sempre bem, ontem, hoje e, de certo amanhã.

Hoje re-aprendi mais uma coisa: que devemos ao longo da nossa vida "descansar o nosso coração", descansá-lo na fé - seja no que for e se for em nós tanto melhor -, no sonho e no amor pela vida. Obrigada por mais essa lição. Que a tua viagem seja feliz e cheia de luz. 
da tua neta Susana

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Muitas são as coisas que não mudam ao nosso olhar. A sua essência é impenetrável, o que queres? O mundo já existia antes de Sermos, apesar de já Sermos antes do Mundo. Semente, pedaço de terra e de mar, sangue ruivo, madre-pérola esculpida no mar. Por isso, há coisas que nunca mudam. Porque a mudança não lhes faz parte da estória. Só a impermanência de estar.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Nesta vida, cresce-se.



Estou feliz. A vida corre e tudo cura. E sinto-me abençoada pelas oportunidades, pelas segundas oportunidades.Quanto à memória mesmo quando ela esquece, o coração guarda. Obrigada por tudo. E por nada. Hoje estou muito mais crescida e também o devo a ti.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Anfitriã

Sou a Anfitriã de todos os meus começos.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Fica.


Fica.
Não te ultrapasso. Não te viro as costas. Só sigo, porque assim tem que ser. Estarás sempre na minha alma porque fazes parte dela. E a página 93 será sempre a página mais importante.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Segundas Feira


Carta



Carnaxide, 5 de Julho endereçado a: Rua do Amor, nº3, gaveta direita

Olá Coração:

Sei que esperavas que outra pessoa te escrevesse uma linda carta de amor. Mas como tão bem sabes não há correspondente póstumo. Terminadas as andanças dos últimos tempos não te tratei muito bem. Sabes que não foi por mal. É endurance reumatizada que me faz colocar em posição fetal, de recolhimento, perante o desconhecido. Desculpa. Eu tentei. Deixei que te enchesses de sonhos e esperanças, de paixão e na hora H fui um tanto ou quanto cobarde e não te deixei pulsar. Mas tu não és fácil. Tenho que to dizer. és complexo e grande. Cheio de gavetas e esconderijos secretos. Tanta gaveta por abrir. Não sei o que, particularmente, esperas com tão grande multiplicidade mas provavelmente também te esqueces como espartilhar o amor não é torná-lo maior, embora haja também casos em que a divisão engrandece. Não me pareceu que este fosse um desses casos. E todos os sentimentos e pequenas memórias, todos os acontecimentos e pequenos ralhetes da vida... chiça que este foi dos grandes. Mas é bom saber-te vivo e de boa saúde pois como já dizia o outro - seja lá quem ele fôr - coração que não sente não é... Ora pois aí está! De uma forma um pouco encarquilhada esta é a minha forma de te agradecer o valente apertão que me deste. É que é uma sensação do caraças sentir-me viva. Demorei o tempo que precisei. Foi uma gravidez emocional gigantesca. Mas finalizou. Superado. Amo-te muito coração. Assim como daqui aquela Lua. Novos ciclos. Novas aprendizagens. O mundo esse nunca deixa de rodar.

da sempre tua.

Susana


No meu quarto de Pré-adolescente...

... era esta a decoração: Eu Amo a Lua do lado que nunca vi.

Nature love.

You're mine.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Virar costas

Não gosto. Não gosto mesmo nada. E agora?  Não gosto. Ora então. Não faz o que sou eu. Não sou tipo "virar costas". Não sou do tipo longe da vista perto do coração. Gosto muito pouco de tarde mas não tarda. Aprendo caminhando. Erro tanto. Mas Amo hoje, aqui, agora. Quem sabe o que o futuro trás. Deixo-me disso. Vive-se no presente. Faz-se o presente. No máximo sonha-se. Mas não consigo. O mundo às vezes corre mais depressa do que eu. Dói tanto perder esse lugar. Crescer. Chateia-me. Muito. E agora? Vou ali abrir a janela e soltar os cabelos ao vento. 

E não é que partiu mesmo.


http://vimeo.com/2884813

Estranheza

Amor. O amor é uma verdadeira estranhesa. Ou é uma boa desculpa para a nossa própria estranhesa. Não. O amor não é desculpa para nada. É seguir caminho. Arregaçar as saias ao passar o rio. E seguir de encontro à luz.

sexta-feira, 29 de junho de 2012


Saudades

Namorar na almofada.

Cativar.

Ninguém faças de ti cativo
cativa mas não prendas.
Deixa respirar. Sempre. Abre todas as janelas e deixa circular ar.

Aprende a Respirar.

Ninguém faças de ti cativo.
Sabes que pássaros presos em gaiola, deixam de conseguir voar.
Liberta. Ensina e partilha o caminho de volta a ti.

Todo o Amor não esgota.

Cativa. Sendo tu. Claro na tua essência.
E Ama. Porque o Amor, mesmo quando se voa
quando se ganha asas, o Amor, esse,  nunca se esbate no céu.

Só amplia.


segunda-feira, 25 de junho de 2012

por aqui penso isto.

que valente tonteira.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Uma estória igual a mil e uma outras.


quinta-feira, 21 de junho de 2012

Deixaste a tua assinatura de sal



Deixaste a tua assinatura de sal, impressa no corpo da minha alma.
E sim. O cheiro dessa onda salgada é memória eterna.
Abrimos as mãos e fomos corajosos. A vida será tão boa para nós.


terça-feira, 19 de junho de 2012

É isto que me descansa


segunda-feira, 18 de junho de 2012

Estendal


Lá fora a roupa estendida seca.
Dá-lhe o vento, tantas vezes suave
outras tantas duro e implacável.
Terá alguma delas coragem para se libertar
do estendal, do arame frio e organizado
onde são obrigadas a repousar?

Mystic.



you know I need your mystic mind
For you are leading us towards the un-blind
We know that magic is a part of life
Love is won when we aren’t bound by time

When we have animals, we’ll start a tribe
You’ll be the shepherd as we all head towards the un-blind
Feel into fault and now we feel too deep
O love is won when we are bound and still feel free

A puzzle planted on the forest floor has grown tall by now
Forever is asleep it is a tiny jewel in the tiger mouth
And I’m about to pounce
So I can tame the cat, 
So I can find the myth and let forever out

I would fall into a valley so low
O love is won when we don’t need free to grow
We can go higher says your mystic mind
Unbind the time and go on up towards the un-blind

A puzzle planted on the forest floor has grown tall by now
Forever is asleep it is a tiny jewel in the tiger mouth
And I’m about to pounce
So I can tame the cat, 
So I can find the myth and let forever out
---

domingo, 17 de junho de 2012

Definha-se e Cresce-se. Os opostos do Mundo todos contidos na palma de uma mão. Quando se diz Adeus.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Choro. Mas é um choro silencioso. Sem soluços. Sem mágoa. Mas esconde um pequeno sufuco. Um pequeno medo que está lá onde sempre deixo os medos. Onde não os vejo. Assim ando mais confiante. Mais segura. Menos perplexa de mim mesma. Tenho medo de escolhas definitivas. Muito.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Já Não.

Já não te sei ler.

Não descortino as tuas palavras.
Farejo-as sem as decifrar.
Já não te sei ler.
Perdi-te na minha ausência.
Foste-te. Para não mais voltar.
E num dia de Sol qualquer...
vais estar já lá Longe.
Num paraíso de felicidade só teu,
estendido sob o lãnguido olhar de Outrem.

Já não te Sei. E procuro-te ainda
nessa insatisfação do grito sustido na garganta
nessa Montanha cujo cume nunca se avista
nesse difuso Foi que ja não É.
É.
Tudo.
Tudo, que Tu bem sabes
Verbo.
Acaso esqueceste-te Tu?
Já não me És. Que eu nunca te Quis Meu.
És mais belo livre. Mais colorido.
Mais Frondoso. Mastro erguido.
Voa. Mas Pousa Sempre em Mim.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Quero-te.

Quero-te.

Quero-te numa alucinação constante.
Que queima a pele, que rasga a carne.
Que me deixa sede, que me cala a Palavra.
Que me verte. Que me afoga,
Que me seduz e me afaga.
Quero-te. Trago-te em mim, no trago.
Em cada palavra, em cada sombra que passa.
Em cada ausência, em cada minuto, em cada delírio.
Não és Realidade. Não.
És palavra. A Palavra.
Cobre-te. Esconde-te. Despede-te.
De ti não posso mais. Não quero mais. Só desejo.
De quantas alucinações são feitos grandes Amores?

quinta-feira, 29 de março de 2012

Sonhos

Sou uma vendedora de sonhos. Dos meus próprios sonhos. Vendo-os ao desbarato e acredito muito neles. Só que estes são étereos e têm vida própria. E que fazer? Ganham asas e depois não há quem os apanhe. São assim. Controlar o incontrolável é brincar com impossível.


domingo, 18 de março de 2012

Voltando ao Centro.


A liberdade é uma coisa esquisita. Não é aquela que decorre do excesso de controlo, quando apertas tanto que a vida te foge por entre os dedos. Também não é aquela que vive ao balanço da total errata de objectivos e caminhos. Liberdade está no Ser e Fluir. No fluir da total essência de nós mesmos. Para sermos livres não precisamos de Ir. Nem de Ficar. Nem de Estar. Na verdade, só precisamos de aprender a dificil tarefa de Ser.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

coisas...1

Quero que apareças na minha vida sem mudares absolutamente nada.

1 (...)

Quente, imóvel, vivo. A atmosfera cresce alta em suspensão. Aqueço-te. Quebro-te o frio. A geada nos pés e no coração. Vibro. Beijo-te fundo. Abraço-te de complexidade. De obra semi-feita em parada de outono. Hibernação.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Divagar

Eu gosto de divagar. De vagar entre pensamentos. Tanto.

Parar de quando em quando neste ou naquele. Debruçar-me sobre ele, como quem se debruça para cheirar os vasos dos umbrais da janela. E absorver tudo o que me faz sentido, espiralando ao ritmo do ar que respiro. Depois voltar a mim. Seguir caminho. E ser feliz sem qualquer motivo e, como diz Drummond, essa é a maior felicidade do mundo.

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