sábado, 31 de janeiro de 2009

Packing, unpacking... packing... unpacking...










Fora as entrelinhas
that's my life story

Porque já nascemos com dívidas e as carregamos a vida toda... para pensar.

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Já agora sugiro-vos a visualização do Zeitgheist e do Zeitgheist Addendum, para quem ainda não viu, deixa-nos no mínimo a reflectir...

E como eu gostava de ir ver esta "menina"...

Quem tiver 35 euros para dispensar em boa música... Amanhã, Centro Cultural de Belém: Esperanza Spalding.


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sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Bancos de tempo


O que são Bancos de Tempo?

Deixo-vos aqui um projecto muito interessante e que se baseia em principios de vida sustentável.
Passarei a deixar aqui algumas ideias relativas a este tema. Vamos deixar de olhar para a dita crise como algo externo, que nos é inimputável e inalterável. Há formas de alterar o sistema.
E chamem-me utópica mas, como ontem alguém dizia: a utopia de ontem é a realidade de hoje. Isto como quem diz, a utopia de hoje é o futuro de amanhã. Como eu acredito que heide envelhecer num mundo melhor do que aquele em que hoje vivo, e que o amanhã se constrói AGORA com pequeninos passos, cá vai: www.graal.org.pt

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

O prometido é devido...

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E como sempre sonhei ter uma caricatura:)


... não facilito e deixo aqui já o meu prémio, aliás o primeiro!!!!
Muito obrigada Mimo Azul!

Como isto é um Prémio cá vou deixar o meu prémio aos seguintes contemplados:

Onlyme
Dante
NunoSioux
Maça com Canela
Cor-do-sol
Linguas
PedroBarata
CãoSarnento
MalinhaViajante
Shakti

Muito sinceramente desde já vos digo que enviava este prémio para todos e não estou a ser politicamente correcta. Num post algures no futuro é possivel que vos fale sobre o que vou aprendendo em cada um dos blogues qe visito diariamente. Acho um exercicio engraçado. A escolha foi um pouco aleatória, mesclada com o meu desejo de ver as caricaturas de alguns de vós!
Agora vou só ali enviar a minha foto e já venho e depois vou dormir... hoje foi um dia de muita informação para esta cabecinha. Uma boa noite para todos!

Ora bem, as regras são as seguintes:

Exiba a imagem do selo olha que maneiro
Poste o link do blog que o indicou
Indique 10 blogues de preferência e os avise
Publique as regras
Confira se os blogues indicados passaram o selo e as regras
Envie sua foto ou de um(a) amigo(a) para olhaquemaneiro@gmail.com, juntamente com os 10 links dos blogues que você indicou. Caso os blogues tenham repassado o selo e as regras correctamente, dentro de alguns dias você receberá uma caricatura em preto-e-branco.
Só vale se todas as regras acima forem seguidas. Detalhe importante: a brincaderia só vai até 31 de janeiro.


quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Ideias a ganhar forma


Chegamos e partimos sozinhos.
Porque tem isso que ser necessariamente mau?

domingo, 25 de janeiro de 2009

Beijar Sapos??

Eu não sou uma Princesa.
(primeira informação bombástica)
Eu sou uma menina, como tantas outras, que procura O Beijo. Não é um beijo qualquer. É O Beijo, da e com a alma.

Eu não procuro o Príncipe. Não os há.
(segunda informação bombástica).
Há pessoas tão belas interiormente e exteriormente falando, por metro quadrado, que se houvessem principes o Planeta Terra estaria ainda mais esquartilhado , fronteiriçamente falando. O que não está. E digo-vos já que para mim é bem mais belo assim.
Aliás, os principes são irritantemente passivos nas histórias, passam a maior parte dos filmes a exibir os seus maravilhosos talentos no hipismo... como se salvar uma princesa, fosse o mesmo de montar um cavalo. Bah...

Os sapos... ora os sapos... eu não quero beijar nenhum sapo. Porque sinceramente o que vejo por fora - embora possa parecer pretensioso da minha parte - é o que encontro dentro e acredito que a Beleza não é oca ou bipartida e obedece a um principio de Unidade. E não vejo sapos em ninguém que me fascine no seu Ser. Deixemos os sapos, coitados, nos seus ambientes de água doce.

Resumindo: Eu Não Sou uma princesa nem desejo que ninguém me faça sentir uma. Eu não beijo sapos. Sou apenas uma miúda, como qualquer outra, nesses milhões de metros quadrados por esse mundo fora há espera do BEIJO, da ALMA, da UNIDADE.


post scriptum: prefiro ser fada-madrinha do que andar a beijar sapos. Mais uma vez, tenho dito!

Ladies and Gentlemans : Eric Hutchinson

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I got arrested in the dark of the night
the cop got restless as he read me my rights
he told me "im always envious of those that i jail
if i got locked up nobody'd come to help me post bail"
and i said "oh!"

went to a party on the side of a hill
met three latinas who had gotten their fill.
they told me "nobody ever gets us down on our knees
simply to help us take a load off our feet."
and i said "oh!"

and im never sure what i'm living for but it's always on my mind
someone comes along always proves me wrong think im gonna be fine

i picked a pocket just to give it all back
took out the license left the money in tact
the man said "i wanna thank you" and i had to ask why
"That was the old me I was living a lie"
and i said "oh!"

riding the subway with the scent of her hair
she took out a toothbrush started using it there
she explained "im always sure today's the day i will die
i wanna look good if i get to look god in the eye"
and i said "oh!"

and im never sure what i'm living for but it's always on my mind
someone comes along always proves me wrong think im gonna be fine

we get lost in the back of our minds
got nothing to burn but time time time
everybody's got the love but they keep it inside

met an acquaintance we were reintroduced
with more in common than we had in our youth
she told me "you look the same" i said "i'm now a new man"
she asked me "how does that work" "i started giving a damn"
and i said "oh!"


adenda: he's so dam cute...

sábado, 24 de janeiro de 2009

O Síndrome da Fada-Madrinha


Num dos dois bolsos da bata e no meio de uma quantidade astronómica de papelada, recados e objectos não identificados - sim os meus bolsos são o caos - repousa agora mais um desenho e como todos os desenhos, também este tem uma estória. Segundo ele, eu sou a Fada-Madrinha. Quem trabalha com crianças sabe como elas são extremamente generosas e passam a vida a desencantar pequenas prendas, surpresas, teatrinhos, para oferecerem, surpreenderem e mostrarem que gostam de nós, adultos. Na verdade, grande maioria das vezes, nem valorizamos muito essa sua capacidade de dádiva, pelo que me pergunto porque a maior parte de nós adultos se esquece que um dia foi assim... Bem, mas isto agora não interessa nada, porque o tema é outro.
Ora pois: nesse belo desenho que me foi oferecido por uma menina estava grafitada uma linda princesa, vestida de cor-de-rosa. E eu, na minha inocência, com um sorriso de orelha a orelha, perguntei-lhe: "Sou eu a princesa?". É claro que a resposta foi um redondo NÃO. Eu a princesa?? Mas porque raio seria eu a princesa?? Sou alta - por acaso sou -? Loira? Ou Branca como a Neve? Sou magrinha? Calço sapatos de cristal? Sei dançar a valsa, sem tropeçar? Movimento-me graciosamente como se fosse uma bailarina em pontas? NÃO!! Ora pois, Susana. Debatia-me eu, nestes curtos segundos, com todas estas dúvidas, quando ela me vem como uma nova informação: És a Fada Madrinha! Não vês? Tem o cabelo parecido contigo e tudo! E asas! Eu sou a princesa!
Alto e pára o baile!! Com que então eu não só não sou nenhuma princesa, como correspondo ao estereótipo de Fada velhinha, gorda que , por acaso, sabe fazer uns truques marados com um pedaço de metal amaricado? Ora vamos lá por tudo em pratos limpos! Eu só sou a Fada Madrinha se ela vestir de amarelo, tiver umas asas grandes e fofinhas e puder comer bolo de bolacha, todos os dias, sem engordar! Tudo bem com o viver no meio das flores e das plantas, mas exijo desde já um T1 - vá sou boazinha - com terraço, no cimo da mais alta árvore do mundo, com direito à melhor vista do planeta! E aviso, desde já, que não quero qualquer tipo de confraternização com as páreas das moscas, é que sinceramente não há quem aguente aquele zunido monocórdico e repetitivo que tira a paciência a um santo, e nestas coisas das hierarquias étereas não há - nem pode haver - pão p'ra malucos! Se nos entretantos eu puder contribuir com alguma esperança, alegria e crença de que a verdadeira magia dos sonhos está na sua possibilidade de concretização, posso ponderar, mais sériamente, a proposta de trabalho.
Ah! É verdade! Condição indiscutível: Nome. Próprio, se faz favor. É que isto de a Fada-Madrinha ser conhecida sempre por... FADA MADRINHA, é um desrespeito pela individualidade que tanto prezo! Comigo não fazem farinha! É pegar ou largar. Tenho dito.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009







Faltam-me as asas.
Sinto-as presas à transparência das costas.
Sinto-lhes o peso, toco-lhes a densidade, a textura...
Só não sei para onde voar.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Eu voto nas fraldas ecológicas!



http://www.ecologicalkids.pt/


Porque de pequenino se torce o pepino e a educação pró-ecológica deve começar desde sempre, S. para o teu (tua) pequenino(a) - eu aposto em menino...- a oferta é uma fralda destas, bonitinha e tudo para conjugar com a tua preocupação estética!




Para vocês pois então!



Pois é. Há quem faça declarações de amor. Eu faço hoje uma declaração de amizade. Porque vos amo de coração e é a minha surpresa para vós que sei que vêm espreitar este meu espaço:)

A ti R.: Há quase 15 anos na vida uma da outra, com birras, choros, risos, abraços. És dos pontos de maior estabilidade na minha vida. Vejo-te a crescer de dia para dia, mais forte, mais calma, mais equilibrada, mais mulher. Linda, sempre linda. Conheces os meus desgostos, os meus medos, os meus fracassos, os meus defeitos. A minha gargalhada nervosa, as minhas lágrimas, os meus momentos de felicidade e os momentos de desespero e de dor. E eu os teus. E é tão bom rir-me contigo dos dias-não! Mas tão bom! Lembrar os dias de escola, onde encaixavamos ambas no estereotipo de girafa da turma - eu continuo gigantesca :P-, recordar as paixonetas, a partilha de carteira, os recadinhos, os ralhetes, as gargalhadas a duas vozes, os trabalhos de grupo, as idas à biblioteca, as visitas de estudo, os jantares, as idas ao cinema. E como crescemos, não é? Como somos ambas mais fortes e mais bonitas, apesar de tudo o que correu menos bem à nossa volta. Guardo-te sempre num abraço, num lugar especial no meu coração.

A ti B.: admiro a humildade que trazes sempre contigo e que te faz vencer na vida. O teu lado aventureiro, forte e ao mesmo tempo sensível. O teu exemplo de vida já muito me deu a aprender. Não tenho quaisquer dúvidas de que vais atingir tudo o que desejas. O mundo é também teu e tu abraças a vida com um entusiasmo e uma coragem fenomenal. B. o corajoso. Orgulho-me de ter por estes lados e quando me perguntas " suse tens a certeza?, sim tenho. E tu és uma das razões para tal. Obrigada pela dedicação, carinho e amizade. A tua alma é das mais puras com que tive a oportunidade de me cruzar.


Fiquem ou partam, levar-vos-ei sempre comigo para onde for.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Porque este blog também pretende prestar algum serviço público..




Aqui a vai a entrevista que me foi feita por uma estudante de Comunicação social da Universidade de Coimbra:


Sabe
porque razão foi para a adopção?

Fui para Adopção porque passei por um abandono e rejeição por parte da minha progenitora.

Com quatro anos sabia o que se passava, com todo o processo, mudança de casa e tudo o resto?
A forma como uma criança aos 4 anos vê e percebe a vida é um pouco menos simplista do que se possa pensar. Recordo-me de um dia em que ia de mão dada com a minha ama ao chegar à escola, olha para uma das meninas com que costumava brincar durante o dia que vinha de mão dada com a avó. E lembro-me de pensar porque não tinha eu uma avó e muito menos uma mãe. Tinha a noção que estava ali porque não tinha família, sentia-me triste com isso mas não percebia claramente os condicionalismos de tal vivência.

Quando lhe contaram que era adoptada?
Permita-me a (im)pertinência de a corrigir. Eu não era adoptada. Eu tinha sido adoptada. Hoje, eu Fui adoptada. Os tempos verbais e os conceitos fazem grande diferença no modo como vemos e catalogamos as coisas. O termo adoptado, é um momento, depois desse momento vem todo um processo, mais ou menos longo depende das particularidades de cada um.
Eu sempre soube que tinha uma vivência distinta. Talvez nos primeiros tempos tudo surgisse de forma meio enevoada e desconstruida ao nível da minha consciência, mas foi algo que tinha presente. Os meus pais sempre tiveram a inteligência de o abordar de forma clara e sem qualquer tipo de inibições. Não houve, por si só, uma revelação ou o dia D. Foi um processo de questionamento liberal sobre os Porquês? os Comos? e os Quandos?. Um processo adaptado à minha realidade etária.

Qual foi a sua reacção?

Não houve uma reacção, existiu sim uma crescimento pessoal que culminou na aceitação da rejeição como um fenómeno de responsabilidade não partilhada. Esse processo de maturação passou por fases de revolta, frustração, raiva, falta de amor próprio. Momentos esses necessários e plenos de normalidade. Foram-se intercruzando com os típicos momentos de desenvolvimento, com as minhas características pessoais e com as normas societais que regem o meu dia-a-dia. Não foi um momento de descoberta, foi um processo de descoberta e de busca interior. Intenso, por vezes perturbador mas muito enriquecedor e que dita a pessoa que gosto de ser hoje.

Por ser de origem africana alguma vez se sentiu discriminada?
Em nenhum momento senti alguma discriminação por ser de origem africana. Sublinho que os meus pais são os tipicos caucasianos aportuguesados e que há vinte anos eram pioneiros. em todo esta realidade. A discriminação vai acontecendo todos os dias em que me dizem " e os teus verdadeiros pais? Não os queres conhecer". Está implícita naquilo que socialmente está normatizado para o que é, de facto, uma familia e especialmente para aquilo que não é. Hoje em dia começa a ser até bem visto a tipica familia benetton, o problema é quando se fala de crianças das crianças ditas pretas retintas. Arrepia-me a espinha quando oiço dizer " Ai como eu adorava ter um filhinho chinesinho"... é a familia como o espelho da consciência estética societal. Uma criança é uma criança em qualquer parte do mundo. Amarelo, branco, vermelho, assim-assim ou preto retinto.

Conhece a sua família biológica? Ou gostaria de conhecer por curiosidade? Porquê?
Nunca tive qualquer contacto com a minha familia biológica. Com a excepção do meu irmão, com quem partilho o tal principio de consanguinidade. O desejo de conhecer a minha familia biologica centrou-se apenas nos meus irmãos e não por uma questão de identificação mas sim de um sentimento de co-responsabilidade perante o desfasamento entre o que eles mereciam ter e as oportunidades das quais eu usufruia. Sentia-me simultaneamente responsavel e culpada pelo que não lhes acontecera e vivia a debater-me com esse sentimento misto de impotência. Foi algo que consegui resolver internamente quando me consegui libertar do contracenso de acreditar no valor pleno dos laços de amor e no valor imposto pela superioridade genética defendida pela sociedade em que habito.

Adoptaria um dia uma criança?
Eu desejo com todo o coração ser mãe. Como me assumo defensora dos laços de amor e tenho os braços abertos para quem neles procurar colo e um simples " amo-te de coração" é claro que pretendo um dia recorrer à adopção. Espero que nesse dia à espera não seja tão longa como hoje em dia.

Como psicóloga acha que o meio envolvente e o modo como é criada uma criança pode "apagar" os vestígios dos maus tratos passados, se for o caso?
O contexto é uma fonte de dor mas é também uma fonte de cicatrização. O principio é o de que nada há para apagar. Tudo faz parte de nós, porque somos individuos inteiros, e o tempo é um processo continuo que não deve ser refractado em presente, passado e futuro. Somos unos, e nesse unidade devemos compreender, integrar e viver em paz como o que Somos. A educação é uma forma de amor e o amor que se encontra após o temporal da rejeição e do abandono no seio de uma familia intencional e conscientemente vocacionada para o amor são fundamentais. Eu não tenho a pretensão de apagar seja o que for na minha história porque ela faz demim a pessoa em que me transformei hoje e faz-me transbordar de amor de cada vez que olha para familias que passaram como eu por este processo e que são como um espelho demim e da minha familia. Também elas não têm a pretensão de apagar nada. Porque não há nada para apagar, tudo há para amar.

Como pode o amor disciplinar uma criança?
O amor disciplina na sua incondicionalidade. Na aceitação das intempéries, das virtudes e das particularidades de cada um. Disciplina na aceitação da imperfeição. E ama-se assim. É assim que estes pais amam todos os dias. Incondicionalmente. Nos momentos mais devastadores, nos momentos de maior ternura. É assim que se disciplina. Com amor. E estes pais, estas familias estão especialmente vocacionadas para a cura através do amor. Porque é ele a sua maior ferramenta. Porque tudo o que fazem, as decisões, os momentos de espera e de aflição, as gravidezes que se prolongam durante anos, os processos de avaliação a que se sujeitam só o fazem porque têm amor para disciplinar, para crescerem e ajudarem a crescer.

Qual o momento adequado para contar a uma criança que é adoptada?

Desde sempre. A camuflagem devirtua a verdade e a vivência que cada um faz dela. Negativiza, cria gaps de comunicação. E mais uma vez chamo a atenção para a utilização do tempo verbal. O processo de adopção termina quando se atinge um estado de vinculação. Estas crianças são filhas no coração desde sempre. Antes de ser já eram. O tabus, as meias-verdades envenenam a relação. Retiram-lhe a base de segurança que devem ostentar. Claro que deverá sempre existir um cuidado quanto à forma como se vai gerindo e respondendo às questões, devendo existir um ajustamento à particularidade da criança em causa. À idade, ao momento de maturação, às suas fragilidades. A informação deve ser indo gerida com cuidado mas sempre, sempre com verdade.

Como é que um adoptante deve encarar todo o processo?
Com persistência, com resiliência. E esse principio de resiliência aprende-a todos os dias com estas crianças, que são o maior exemplo de resiliência que a sociedade conhece. É um processo adaptado à realidade cada um e às particularidades de cada familia. O amor trabalha-se. O amor vive-se dia-a-dia. Nem sempre se vive um amor à primeira vista. Não romantizemos as coisas. E nada nisso há de errado. O amor constrói-se na vivência partilhada. Por isso vivam com paciência, com paz de espírito e com amor. Munam-se de informação, criem uma boa rede de apoio social e combatam o isolamento.

Concorda que o período de acolhimento é a fase mais importante de todo o processo? Porquê?

Todas as fases do processo têm a sua relevância. E todas elas devem ser bem conseguidas porque só aumentam a probabilidade de obtenção de um processo de adopção de sucesso. E o que sucede é que se continuam a ter bases de apoio deficitárias e a passarem-se muitas vezes por processos ansiosos e de alguma escuridão. Isso também dita o processo de acolhimento. O processo de acolhimento não pode ser visto como determinista. Os passos dados por ambos os lados - os adultos e a criança - são ainda artificiais no seu cuidado e no estudo da natureza do outro. Não considero que hajam momentos mais importantes que outros, tudo faz parte do processo, embora seja esta fase talvez a de maior proximidade e mais preditiva ao nível da concretização da adopção. Mas há que ter cuidado aquando da análise deste periodo e não cair em reducionismos limitadores.


sábado, 17 de janeiro de 2009

Voltei

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...e porque quando não se tem nada para dizer o silêncio é de ouro, estive estes dias caladinha. É a tal história... para se chegar a um insight há sempre que ocorrer um momento de incubação... sim porque isto das ideias surgirem do nada é uma grande aldrabice! É um mito. Não é retirar o rótulo de genialidade a ninguém mas de facto sem trabalho - nem que seja cognitivo inconsciente - nada se faz. E o que tenho andado a fazer é de facto deixar o meu cérebro descansar , como quem diz, trabalhar sem muitas interferências directas minhas. Ou será uma forma de desculpar a minha preguicite? Provavelmente. Mas como o meu cérebro anda sempre a 1000 à hora, há que dar-lhe umas férias de quando a quando. Desta semana, sublinho dois acontecimentos interessantes: as janeiras cantadas pela criançada no lar de idosos, o que foi uma experiência muito engraçada porque eu nunca tinha assistido a esta cantoria cultural e muito menos pela miudagem.
Segundo acontecimento relevante: ofereceram-me a revista el mueble!! É um feito... depois de algum tempo de espera voltaram a ter a sensibilidade de perceberem que adoro revistas de decoração:P sim... TU.
Assim justifico a minha ausência por estes lados, deixando ao abandono o vosso espaço de comentários que tanto gosto de visitar e ao abandono este em que tanto gosto de divagar. Voltei!
Cá deixo esta música da belíssima voz da Jennifer Hudson num filme de cantorias a mais, mas em que adoro as músicas e que hoje passei grande parte do tempo a cantar... não os vizinhos ( AINDA) não se queixaram.
Até já!

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

... e só porque sou uma presunçosa e a Lua é Minha e só a partilho com quem Eu quero...

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... e este é o post com o maior titulo da história do Wakeuplittlesusie:)

Porque esta música é tão eu...

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I'm just a little bit caught in the middle
Life is a maze, and love is a riddle
I don't know where to go
Can't do it alone
I've tried, but I don't know why

sábado, 10 de janeiro de 2009

Hoje


Hoje estou para Aqui
a sentir falta de Ti.
Será que vens, será que ficas?

Hoje estou Aqui como areia no deserto
presa ao caminho solitário, de abraço sobre mim
Será que vens? Será que ficas?

Hoje estou Aqui. Em Mim.
Não me sinto só. Sinto-me sem Ti.
Não quero saber como vens. Desde que fiques.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

E os fumadores que me Perdoem.. ou não:P


Sempre que penso em fumo penso em máscaras de oxigénio. Daquelas brancas com elasticozinho para colocar detrás das orelhinhas. Aliás, quando penso na antiga e admirável arte de dar umas passinhas - historicamente reconhecida como um atributo de classe, status e bom gosto - pergunto a mim mesma qual dos seguintes pontos, contribuem para essa avaliação: será que é aquele agradável odor impresso a ferros na indumentária? Ou será que é o tom amarelado dos dentes? Talvez seja a forma voluntariosa como engrossam a indústria das pastilhas elásticas, ao mascarem diáriamente para aliviarem o mau hálito? Contudo, eu apostava sériamente na forma inteligente como ludribiam o vento, num eterno jogo (pedagógico até) do esconde-esconde para que o parceiro do lado não se aflija muito com este pequeno pormenor: fumar.

Eu não sou uma activista radical no que concerne aos fumadores. Aliás a forma como cada um gere a sua saúde a si pertence e a par dessa deliciosa - será?- asneira transparece uma escolha individual. Como cada um escolhe aquilo que considera melhor - quiçá pior? - para si, quem sou eu para julgar?

O que me deixa assim como que um pouco para o irritada é quando a questão deixa de ser a nossa saúde e passa a ser a saúde dos outros. é a tal questão: a nossa liberdade termina onde começa a dos outros. Como podem verificar, neste campo, anda tudo um pouco difuso, acabando nós por nos perdermos nos ténues limites entre o direito individual e um problema de saúde pública. Isto explica a razão pela qual eu saio de casa com um indelével aroma a pêssego nos cabelos e, horas depois, retorno com um cinzento odor tabágico, sem que tenha concorrido activamente para tal malfadado fenómeno.

Se bem que me parece que as coisas têm melhorado substancialmente, muito em parte devido às revisões constitucionais que todos nós fumadores - activos ou passivos - conhecemos. Esta foi uma medida interessante, diria que quase tão agressiva como uma lobotomia mas que tem dado os seus frutos, pelo que muito me apraz o decréscimo de fumadores neste país à beira-mar plantado. A questão é: será que foi a Lei do Tabaco ou os fumadores também já foram avassaladoramente atingidos pelos efeitos da crise financeira? A crise chega a todos e talvez andem eles também a põr umas moeditas ao bolso, poupando para comprar rolos de papel higiénico.

Não falando nas já ultrapassadas campanhas ambientais, nas politicas de promoção de saúde ou nas questões éticas o que está a dar é a crise financeira. Enquanto ficam por aí a pensar nisso, eu vou ali só à farmácia e já volto! E viva a crise!





Bolas! Estes elásticos dão-me cabo das orelhas!

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

O que basta para vos fazer Feliz?



Um pacote de pipocas para um sessão de cinema caseiro
Um " estás bonita hoje"
Um abraço apertado, daqueles em que te dás e recebes na plenitude do ser
Um sorriso trocado com um desconhecido
Uma caneca bonita com chá quentinho
Umas pantufas aos pés da cama
Um cobertor quentinho num dia frio
Uma caneca de chocolate quente
Um livro novo, a estrear
Um chapéu de chuva amarelo
Uma fatia de bolo de bolacha
Um pijama acabado de aquecer no aquecimento
Uma dança ao espelho ao som de Tonny Bennet
Uma sessão de karaoke
Um passeio sozinha pelas ruas de Lisboa
Uma tarde na biblioteca
Um passeio à beira-mar sem rumo nem horas de voltar
Uma volta de bicicleta
Uma possibilidade de oferecer algo a quem amo
Uma gargalhada solta numa noite de convivio
Um "Bom dia" descaradamente repetido
Um rebolar pelo chão numa luta de cócegas
Um telefonema " só para saber se estás bem e deixar um beijinho"

Até é fácil sermos felizes, não é? E vocês? O que basta para vos fazer feliz?




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Também quero ser beijada por um saco de plástico. Snif, snif. A música não me sai da cabeça. Vou estar com ela todo o dia.

shssssssss!


A.: Susy?

Eu: Sim, diz-me:)

A.: Descobri que não é o Pai Natal quem me dá as prendas! ( diz-me ao ouvido)

Eu: Ai sim??? Então quem é?

A.: São os pais.

Eu: ahhh....Ficaste triste?

A.: Não. Fiquei contente! Os meus pais dão-me as prendas e o Pai Natal assim tem menos trabalho!

Eu.: Boa!!!

domingo, 4 de janeiro de 2009

Será que não percebem que eu preciso de...

Pular de alegria por o encontrar na caixa do correio

Correr para casa com ele debaixo do braço

Sentar-me à chinês com uma chávena de chá ao lado

Folhear avidamente cada página, cada sugestão, cada recanto de cor?

Rever e rever e rever e...

Guardá-lo criteriosamente sacudindo egoístamente com uma palmada

cada mãozinha malandreca que se atreve a tocar-lhe sem dó nem piedade???

Será que não percebem que eu preciso do...




Wicked...

Mergulhar para além do superficial e ver mais fundo.
... talvez um dia!
Porque todos merecemos uma oportunidade de voar! Inclusive eu;) video

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Está um dia de chuva!




"Está um dia de chuva, dia de chuva
Está a chover lá fora
E não posso ir brincar
Senão ainda me vou molhar"


Oferece-se recompensa a quem me encontrar a música:( Rua Sésamo. Tenho tantas saudades!!!

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

2008 foi o ano em que...

...andei de vespa. Sim de vespa. Fiz a marginal toda de vespa até à praia da Torre. E na volta andei por Lisboa de vespa... sim... eu andei de vespa! Para quem não me conhece pode até parecer algo normal, mas desenganem-se: eu TINHA pavor de andar de mota. Mas adorei. Adorei a liberdade. Adorei ter-me superado a mim mesma. Adorei arriscar, sair da linha de conforto a que me habituei e a que de um momento para o outro, por razões inúmeras, desapareceu, deixando-me num universo sem chão e, pensava eu, vazio.
2008 foi assim o ano em que cortei o cabelo de forma radical ( eu tinha uma relação umbilical com a minha massa capilar). Que saí à rua de boina sem deixar que alguém ao me dizer que fico feia me impedisse de tal. Que namorei sem me importar se duraria uma vida. Que me despi no primeiro dia de praia sem demorar uma hora a olhar à volta com medo de alguém estar a olhar para mim. Foi ano em que saí, fui ao teatro, ao cinema a concertos. Foi o ano em que fiz caretas para as fotos, sem querer ficar perfeita. Foi ano em que me tornei mais egoísta, sabendo que só eu posso realmente tomar conta demim, coisa em que até agora não me tenho saido mal. Foi o ano em que recebi declarações de amor e amizade dos meus meninos, todos os dias. Foi o ano em que assumi um lado em mim que poucos percebem, o meu lado espiritual e me sinto mais completa. Foi o ano em que conheci muitas pessoas, e percebi que o mundo é de facto uma encruzilhada muito grande de vidas e que existem pessoas lindas com potencialidades à espera de serem aproveitadas. Foi um ano combativo, em que vi tantas pessoas e causas a vencerem na determinação e força anímica de cada um. Foi o ano em que aprendi a não julgar para não ser julgada. Foi o ano em que aprendi a ser feliz sozinha. Que passei a ver a vida como um grande desafio do qual eu não quero sair perdedora. Que coloquei a depressão para trás das costas e há quase um ano e meio que não deprimo. Foi o ano em que aprendi a ser feliz com aquilo que sou e com aquilo que tenho. Foi o ano em que percebi que preciso de me amar, para me sentir amada. Foi o ano em que aprendi a amar-me.
Por tudo isto, apesar de todos os apesares, 2008 será eternamente recordado como ano em que andei de vespa. E como foi bom esse passeio. 2008 . O ano da Vespa.

E a minha passagem de ano foi assim...

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Nunca dancei tanto sem me doerem os pés e fez-me tão bem à alma!

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