terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Para vocês pois então!



Pois é. Há quem faça declarações de amor. Eu faço hoje uma declaração de amizade. Porque vos amo de coração e é a minha surpresa para vós que sei que vêm espreitar este meu espaço:)

A ti R.: Há quase 15 anos na vida uma da outra, com birras, choros, risos, abraços. És dos pontos de maior estabilidade na minha vida. Vejo-te a crescer de dia para dia, mais forte, mais calma, mais equilibrada, mais mulher. Linda, sempre linda. Conheces os meus desgostos, os meus medos, os meus fracassos, os meus defeitos. A minha gargalhada nervosa, as minhas lágrimas, os meus momentos de felicidade e os momentos de desespero e de dor. E eu os teus. E é tão bom rir-me contigo dos dias-não! Mas tão bom! Lembrar os dias de escola, onde encaixavamos ambas no estereotipo de girafa da turma - eu continuo gigantesca :P-, recordar as paixonetas, a partilha de carteira, os recadinhos, os ralhetes, as gargalhadas a duas vozes, os trabalhos de grupo, as idas à biblioteca, as visitas de estudo, os jantares, as idas ao cinema. E como crescemos, não é? Como somos ambas mais fortes e mais bonitas, apesar de tudo o que correu menos bem à nossa volta. Guardo-te sempre num abraço, num lugar especial no meu coração.

A ti B.: admiro a humildade que trazes sempre contigo e que te faz vencer na vida. O teu lado aventureiro, forte e ao mesmo tempo sensível. O teu exemplo de vida já muito me deu a aprender. Não tenho quaisquer dúvidas de que vais atingir tudo o que desejas. O mundo é também teu e tu abraças a vida com um entusiasmo e uma coragem fenomenal. B. o corajoso. Orgulho-me de ter por estes lados e quando me perguntas " suse tens a certeza?, sim tenho. E tu és uma das razões para tal. Obrigada pela dedicação, carinho e amizade. A tua alma é das mais puras com que tive a oportunidade de me cruzar.


Fiquem ou partam, levar-vos-ei sempre comigo para onde for.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Porque este blog também pretende prestar algum serviço público..




Aqui a vai a entrevista que me foi feita por uma estudante de Comunicação social da Universidade de Coimbra:


Sabe
porque razão foi para a adopção?

Fui para Adopção porque passei por um abandono e rejeição por parte da minha progenitora.

Com quatro anos sabia o que se passava, com todo o processo, mudança de casa e tudo o resto?
A forma como uma criança aos 4 anos vê e percebe a vida é um pouco menos simplista do que se possa pensar. Recordo-me de um dia em que ia de mão dada com a minha ama ao chegar à escola, olha para uma das meninas com que costumava brincar durante o dia que vinha de mão dada com a avó. E lembro-me de pensar porque não tinha eu uma avó e muito menos uma mãe. Tinha a noção que estava ali porque não tinha família, sentia-me triste com isso mas não percebia claramente os condicionalismos de tal vivência.

Quando lhe contaram que era adoptada?
Permita-me a (im)pertinência de a corrigir. Eu não era adoptada. Eu tinha sido adoptada. Hoje, eu Fui adoptada. Os tempos verbais e os conceitos fazem grande diferença no modo como vemos e catalogamos as coisas. O termo adoptado, é um momento, depois desse momento vem todo um processo, mais ou menos longo depende das particularidades de cada um.
Eu sempre soube que tinha uma vivência distinta. Talvez nos primeiros tempos tudo surgisse de forma meio enevoada e desconstruida ao nível da minha consciência, mas foi algo que tinha presente. Os meus pais sempre tiveram a inteligência de o abordar de forma clara e sem qualquer tipo de inibições. Não houve, por si só, uma revelação ou o dia D. Foi um processo de questionamento liberal sobre os Porquês? os Comos? e os Quandos?. Um processo adaptado à minha realidade etária.

Qual foi a sua reacção?

Não houve uma reacção, existiu sim uma crescimento pessoal que culminou na aceitação da rejeição como um fenómeno de responsabilidade não partilhada. Esse processo de maturação passou por fases de revolta, frustração, raiva, falta de amor próprio. Momentos esses necessários e plenos de normalidade. Foram-se intercruzando com os típicos momentos de desenvolvimento, com as minhas características pessoais e com as normas societais que regem o meu dia-a-dia. Não foi um momento de descoberta, foi um processo de descoberta e de busca interior. Intenso, por vezes perturbador mas muito enriquecedor e que dita a pessoa que gosto de ser hoje.

Por ser de origem africana alguma vez se sentiu discriminada?
Em nenhum momento senti alguma discriminação por ser de origem africana. Sublinho que os meus pais são os tipicos caucasianos aportuguesados e que há vinte anos eram pioneiros. em todo esta realidade. A discriminação vai acontecendo todos os dias em que me dizem " e os teus verdadeiros pais? Não os queres conhecer". Está implícita naquilo que socialmente está normatizado para o que é, de facto, uma familia e especialmente para aquilo que não é. Hoje em dia começa a ser até bem visto a tipica familia benetton, o problema é quando se fala de crianças das crianças ditas pretas retintas. Arrepia-me a espinha quando oiço dizer " Ai como eu adorava ter um filhinho chinesinho"... é a familia como o espelho da consciência estética societal. Uma criança é uma criança em qualquer parte do mundo. Amarelo, branco, vermelho, assim-assim ou preto retinto.

Conhece a sua família biológica? Ou gostaria de conhecer por curiosidade? Porquê?
Nunca tive qualquer contacto com a minha familia biológica. Com a excepção do meu irmão, com quem partilho o tal principio de consanguinidade. O desejo de conhecer a minha familia biologica centrou-se apenas nos meus irmãos e não por uma questão de identificação mas sim de um sentimento de co-responsabilidade perante o desfasamento entre o que eles mereciam ter e as oportunidades das quais eu usufruia. Sentia-me simultaneamente responsavel e culpada pelo que não lhes acontecera e vivia a debater-me com esse sentimento misto de impotência. Foi algo que consegui resolver internamente quando me consegui libertar do contracenso de acreditar no valor pleno dos laços de amor e no valor imposto pela superioridade genética defendida pela sociedade em que habito.

Adoptaria um dia uma criança?
Eu desejo com todo o coração ser mãe. Como me assumo defensora dos laços de amor e tenho os braços abertos para quem neles procurar colo e um simples " amo-te de coração" é claro que pretendo um dia recorrer à adopção. Espero que nesse dia à espera não seja tão longa como hoje em dia.

Como psicóloga acha que o meio envolvente e o modo como é criada uma criança pode "apagar" os vestígios dos maus tratos passados, se for o caso?
O contexto é uma fonte de dor mas é também uma fonte de cicatrização. O principio é o de que nada há para apagar. Tudo faz parte de nós, porque somos individuos inteiros, e o tempo é um processo continuo que não deve ser refractado em presente, passado e futuro. Somos unos, e nesse unidade devemos compreender, integrar e viver em paz como o que Somos. A educação é uma forma de amor e o amor que se encontra após o temporal da rejeição e do abandono no seio de uma familia intencional e conscientemente vocacionada para o amor são fundamentais. Eu não tenho a pretensão de apagar seja o que for na minha história porque ela faz demim a pessoa em que me transformei hoje e faz-me transbordar de amor de cada vez que olha para familias que passaram como eu por este processo e que são como um espelho demim e da minha familia. Também elas não têm a pretensão de apagar nada. Porque não há nada para apagar, tudo há para amar.

Como pode o amor disciplinar uma criança?
O amor disciplina na sua incondicionalidade. Na aceitação das intempéries, das virtudes e das particularidades de cada um. Disciplina na aceitação da imperfeição. E ama-se assim. É assim que estes pais amam todos os dias. Incondicionalmente. Nos momentos mais devastadores, nos momentos de maior ternura. É assim que se disciplina. Com amor. E estes pais, estas familias estão especialmente vocacionadas para a cura através do amor. Porque é ele a sua maior ferramenta. Porque tudo o que fazem, as decisões, os momentos de espera e de aflição, as gravidezes que se prolongam durante anos, os processos de avaliação a que se sujeitam só o fazem porque têm amor para disciplinar, para crescerem e ajudarem a crescer.

Qual o momento adequado para contar a uma criança que é adoptada?

Desde sempre. A camuflagem devirtua a verdade e a vivência que cada um faz dela. Negativiza, cria gaps de comunicação. E mais uma vez chamo a atenção para a utilização do tempo verbal. O processo de adopção termina quando se atinge um estado de vinculação. Estas crianças são filhas no coração desde sempre. Antes de ser já eram. O tabus, as meias-verdades envenenam a relação. Retiram-lhe a base de segurança que devem ostentar. Claro que deverá sempre existir um cuidado quanto à forma como se vai gerindo e respondendo às questões, devendo existir um ajustamento à particularidade da criança em causa. À idade, ao momento de maturação, às suas fragilidades. A informação deve ser indo gerida com cuidado mas sempre, sempre com verdade.

Como é que um adoptante deve encarar todo o processo?
Com persistência, com resiliência. E esse principio de resiliência aprende-a todos os dias com estas crianças, que são o maior exemplo de resiliência que a sociedade conhece. É um processo adaptado à realidade cada um e às particularidades de cada familia. O amor trabalha-se. O amor vive-se dia-a-dia. Nem sempre se vive um amor à primeira vista. Não romantizemos as coisas. E nada nisso há de errado. O amor constrói-se na vivência partilhada. Por isso vivam com paciência, com paz de espírito e com amor. Munam-se de informação, criem uma boa rede de apoio social e combatam o isolamento.

Concorda que o período de acolhimento é a fase mais importante de todo o processo? Porquê?

Todas as fases do processo têm a sua relevância. E todas elas devem ser bem conseguidas porque só aumentam a probabilidade de obtenção de um processo de adopção de sucesso. E o que sucede é que se continuam a ter bases de apoio deficitárias e a passarem-se muitas vezes por processos ansiosos e de alguma escuridão. Isso também dita o processo de acolhimento. O processo de acolhimento não pode ser visto como determinista. Os passos dados por ambos os lados - os adultos e a criança - são ainda artificiais no seu cuidado e no estudo da natureza do outro. Não considero que hajam momentos mais importantes que outros, tudo faz parte do processo, embora seja esta fase talvez a de maior proximidade e mais preditiva ao nível da concretização da adopção. Mas há que ter cuidado aquando da análise deste periodo e não cair em reducionismos limitadores.


sábado, 17 de janeiro de 2009

Voltei


...e porque quando não se tem nada para dizer o silêncio é de ouro, estive estes dias caladinha. É a tal história... para se chegar a um insight há sempre que ocorrer um momento de incubação... sim porque isto das ideias surgirem do nada é uma grande aldrabice! É um mito. Não é retirar o rótulo de genialidade a ninguém mas de facto sem trabalho - nem que seja cognitivo inconsciente - nada se faz. E o que tenho andado a fazer é de facto deixar o meu cérebro descansar , como quem diz, trabalhar sem muitas interferências directas minhas. Ou será uma forma de desculpar a minha preguicite? Provavelmente. Mas como o meu cérebro anda sempre a 1000 à hora, há que dar-lhe umas férias de quando a quando. Desta semana, sublinho dois acontecimentos interessantes: as janeiras cantadas pela criançada no lar de idosos, o que foi uma experiência muito engraçada porque eu nunca tinha assistido a esta cantoria cultural e muito menos pela miudagem.
Segundo acontecimento relevante: ofereceram-me a revista el mueble!! É um feito... depois de algum tempo de espera voltaram a ter a sensibilidade de perceberem que adoro revistas de decoração:P sim... TU.
Assim justifico a minha ausência por estes lados, deixando ao abandono o vosso espaço de comentários que tanto gosto de visitar e ao abandono este em que tanto gosto de divagar. Voltei!
Cá deixo esta música da belíssima voz da Jennifer Hudson num filme de cantorias a mais, mas em que adoro as músicas e que hoje passei grande parte do tempo a cantar... não os vizinhos ( AINDA) não se queixaram.
Até já!

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

... e só porque sou uma presunçosa e a Lua é Minha e só a partilho com quem Eu quero...



... e este é o post com o maior titulo da história do Wakeuplittlesusie:)

Porque esta música é tão eu...



I'm just a little bit caught in the middle
Life is a maze, and love is a riddle
I don't know where to go
Can't do it alone
I've tried, but I don't know why

sábado, 10 de janeiro de 2009

Hoje


Hoje estou para Aqui
a sentir falta de Ti.
Será que vens, será que ficas?

Hoje estou Aqui como areia no deserto
presa ao caminho solitário, de abraço sobre mim
Será que vens? Será que ficas?

Hoje estou Aqui. Em Mim.
Não me sinto só. Sinto-me sem Ti.
Não quero saber como vens. Desde que fiques.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

E os fumadores que me Perdoem.. ou não:P


Sempre que penso em fumo penso em máscaras de oxigénio. Daquelas brancas com elasticozinho para colocar detrás das orelhinhas. Aliás, quando penso na antiga e admirável arte de dar umas passinhas - historicamente reconhecida como um atributo de classe, status e bom gosto - pergunto a mim mesma qual dos seguintes pontos, contribuem para essa avaliação: será que é aquele agradável odor impresso a ferros na indumentária? Ou será que é o tom amarelado dos dentes? Talvez seja a forma voluntariosa como engrossam a indústria das pastilhas elásticas, ao mascarem diáriamente para aliviarem o mau hálito? Contudo, eu apostava sériamente na forma inteligente como ludribiam o vento, num eterno jogo (pedagógico até) do esconde-esconde para que o parceiro do lado não se aflija muito com este pequeno pormenor: fumar.

Eu não sou uma activista radical no que concerne aos fumadores. Aliás a forma como cada um gere a sua saúde a si pertence e a par dessa deliciosa - será?- asneira transparece uma escolha individual. Como cada um escolhe aquilo que considera melhor - quiçá pior? - para si, quem sou eu para julgar?

O que me deixa assim como que um pouco para o irritada é quando a questão deixa de ser a nossa saúde e passa a ser a saúde dos outros. é a tal questão: a nossa liberdade termina onde começa a dos outros. Como podem verificar, neste campo, anda tudo um pouco difuso, acabando nós por nos perdermos nos ténues limites entre o direito individual e um problema de saúde pública. Isto explica a razão pela qual eu saio de casa com um indelével aroma a pêssego nos cabelos e, horas depois, retorno com um cinzento odor tabágico, sem que tenha concorrido activamente para tal malfadado fenómeno.

Se bem que me parece que as coisas têm melhorado substancialmente, muito em parte devido às revisões constitucionais que todos nós fumadores - activos ou passivos - conhecemos. Esta foi uma medida interessante, diria que quase tão agressiva como uma lobotomia mas que tem dado os seus frutos, pelo que muito me apraz o decréscimo de fumadores neste país à beira-mar plantado. A questão é: será que foi a Lei do Tabaco ou os fumadores também já foram avassaladoramente atingidos pelos efeitos da crise financeira? A crise chega a todos e talvez andem eles também a põr umas moeditas ao bolso, poupando para comprar rolos de papel higiénico.

Não falando nas já ultrapassadas campanhas ambientais, nas politicas de promoção de saúde ou nas questões éticas o que está a dar é a crise financeira. Enquanto ficam por aí a pensar nisso, eu vou ali só à farmácia e já volto! E viva a crise!





Bolas! Estes elásticos dão-me cabo das orelhas!

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

O que basta para vos fazer Feliz?



Um pacote de pipocas para um sessão de cinema caseiro
Um " estás bonita hoje"
Um abraço apertado, daqueles em que te dás e recebes na plenitude do ser
Um sorriso trocado com um desconhecido
Uma caneca bonita com chá quentinho
Umas pantufas aos pés da cama
Um cobertor quentinho num dia frio
Uma caneca de chocolate quente
Um livro novo, a estrear
Um chapéu de chuva amarelo
Uma fatia de bolo de bolacha
Um pijama acabado de aquecer no aquecimento
Uma dança ao espelho ao som de Tonny Bennet
Uma sessão de karaoke
Um passeio sozinha pelas ruas de Lisboa
Uma tarde na biblioteca
Um passeio à beira-mar sem rumo nem horas de voltar
Uma volta de bicicleta
Uma possibilidade de oferecer algo a quem amo
Uma gargalhada solta numa noite de convivio
Um "Bom dia" descaradamente repetido
Um rebolar pelo chão numa luta de cócegas
Um telefonema " só para saber se estás bem e deixar um beijinho"

Até é fácil sermos felizes, não é? E vocês? O que basta para vos fazer feliz?







Também quero ser beijada por um saco de plástico. Snif, snif. A música não me sai da cabeça. Vou estar com ela todo o dia.

shssssssss!


A.: Susy?

Eu: Sim, diz-me:)

A.: Descobri que não é o Pai Natal quem me dá as prendas! ( diz-me ao ouvido)

Eu: Ai sim??? Então quem é?

A.: São os pais.

Eu: ahhh....Ficaste triste?

A.: Não. Fiquei contente! Os meus pais dão-me as prendas e o Pai Natal assim tem menos trabalho!

Eu.: Boa!!!

domingo, 4 de janeiro de 2009

Será que não percebem que eu preciso de...

Pular de alegria por o encontrar na caixa do correio

Correr para casa com ele debaixo do braço

Sentar-me à chinês com uma chávena de chá ao lado

Folhear avidamente cada página, cada sugestão, cada recanto de cor?

Rever e rever e rever e...

Guardá-lo criteriosamente sacudindo egoístamente com uma palmada

cada mãozinha malandreca que se atreve a tocar-lhe sem dó nem piedade???

Será que não percebem que eu preciso do...




Wicked...

Mergulhar para além do superficial e ver mais fundo.
... talvez um dia!
Porque todos merecemos uma oportunidade de voar! Inclusive eu;)

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Está um dia de chuva!




"Está um dia de chuva, dia de chuva
Está a chover lá fora
E não posso ir brincar
Senão ainda me vou molhar"


Oferece-se recompensa a quem me encontrar a música:( Rua Sésamo. Tenho tantas saudades!!!

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

2008 foi o ano em que...

...andei de vespa. Sim de vespa. Fiz a marginal toda de vespa até à praia da Torre. E na volta andei por Lisboa de vespa... sim... eu andei de vespa! Para quem não me conhece pode até parecer algo normal, mas desenganem-se: eu TINHA pavor de andar de mota. Mas adorei. Adorei a liberdade. Adorei ter-me superado a mim mesma. Adorei arriscar, sair da linha de conforto a que me habituei e a que de um momento para o outro, por razões inúmeras, desapareceu, deixando-me num universo sem chão e, pensava eu, vazio.
2008 foi assim o ano em que cortei o cabelo de forma radical ( eu tinha uma relação umbilical com a minha massa capilar). Que saí à rua de boina sem deixar que alguém ao me dizer que fico feia me impedisse de tal. Que namorei sem me importar se duraria uma vida. Que me despi no primeiro dia de praia sem demorar uma hora a olhar à volta com medo de alguém estar a olhar para mim. Foi ano em que saí, fui ao teatro, ao cinema a concertos. Foi o ano em que fiz caretas para as fotos, sem querer ficar perfeita. Foi ano em que me tornei mais egoísta, sabendo que só eu posso realmente tomar conta demim, coisa em que até agora não me tenho saido mal. Foi o ano em que recebi declarações de amor e amizade dos meus meninos, todos os dias. Foi o ano em que assumi um lado em mim que poucos percebem, o meu lado espiritual e me sinto mais completa. Foi o ano em que conheci muitas pessoas, e percebi que o mundo é de facto uma encruzilhada muito grande de vidas e que existem pessoas lindas com potencialidades à espera de serem aproveitadas. Foi um ano combativo, em que vi tantas pessoas e causas a vencerem na determinação e força anímica de cada um. Foi o ano em que aprendi a não julgar para não ser julgada. Foi o ano em que aprendi a ser feliz sozinha. Que passei a ver a vida como um grande desafio do qual eu não quero sair perdedora. Que coloquei a depressão para trás das costas e há quase um ano e meio que não deprimo. Foi o ano em que aprendi a ser feliz com aquilo que sou e com aquilo que tenho. Foi o ano em que percebi que preciso de me amar, para me sentir amada. Foi o ano em que aprendi a amar-me.
Por tudo isto, apesar de todos os apesares, 2008 será eternamente recordado como ano em que andei de vespa. E como foi bom esse passeio. 2008 . O ano da Vespa.

E a minha passagem de ano foi assim...



Nunca dancei tanto sem me doerem os pés e fez-me tão bem à alma!

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Um Bom Ano Novo!


Como mais uma vez - há coisas que nunca mudam - estou atrasada, venho aqui apenas para vos desejar um Ano de 2009 com MUITO Muito Muito Muito Amor! é o meu único desejo para 2009, o resto tudo se suporta! Um beijinho para todos o que aqui vêm e um abraço forte dos meus! Vou vestir a fatiota de gala!:)


Susana

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Hoje foi dia de teatro.

Mister Scrooge's Christmas de Charles Dickens. Exemplo do poder que o Natal pode ter em nós se lhe dermos realmente espaço - e alma - para tal. Deixo-vos um video. - não está grande coisa mas sempre dá para ver alguma coisa -. Se quiserem dar uma espreitadela a uma parte do meu dia de hoje, cá vai! Auditório Fernando Pessa para quem desejar ver de outro ângulo ( um nadita de nada menos tremido ;))!


Heide conseguir por o video!!!!!!!:(


segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

E hoje por aqui fala-se de amor.





Já me disseram " És perfeita para mim". Foi uma perfeição insuficiente que não lhe bastou. Eu sonho antes com o dia em que me disserem " és (im)perfeita para mim, quero-te apesar de". E aí sim podemos caminhar confortávelmente para a Perfeição não individual, mas plena nas mãos dadas. E aí sim a Perfeição será real porque não se baseia em seres perfeitos mas que buscam e partilham a única perfeição possivel: o Amor.


Post scriptum: Estou preparada para a chuva.

domingo, 28 de dezembro de 2008

Sentimento de culpa



Quem de nós nunca conviveu com este sentimento? Porque a culpa sempre foi ( e de quando a quando ainda me faz cócegas) algo presente na minha vida, decidi reflectir sobre isto hoje.
Culpa porque não se esteve ao pé de alguém quando ( consideramos nós) esse alguém mais precisava, culpa porque se comeu de mais, culpa porque em vez de se estudar para o exame X passámos o dia de mãos nos bolsos a passear sem destino nem causa, culpa porque não dissemos as palavras certas na hora certa, culpa porque não fomos o que queríamos ter sido ou o que os outros queriam que nós fossemos.
Pois aqui vai a definição da wikipédia: "O sentimento de culpa é o sofrimento obtido após reavaliação de um comportamento passado tido como reprovável por si mesmo. A base deste sentimento, do ponto de vista psicanalítico, é a frustração causada pela distância entre o que não fomos e a imagem criada pelo superego daquilo que achamos que deveríamos ter sido".

Superego. Keyword. Pelo menos, para mim. O desejo de agradar os outros, de ser o que os outros esperam de nós, de viver segundo o seu ritmo e a sua vontade. E pior ainda é quando acreditamos que agimos segundo os valores que temos para nós como certos e ainda assim, pedimos Desculpa. É um contacenso entediante e potenciador de ansiedade no viver. É como se quando a nossa vontade vai contra a vontade alheia, a culpa seja o resultado dessa subtracção que apresenta como resultado final um ego aniquilado.

Porque a ética tem que gerar culpa? Porque para que haja arrependimento em relação à acção ou inacção muitos tropeçam infinitamente na culpa? Porque é a culpa castradora? Convido-vos a reflectirem nisso e a deixarem de acumular esqueletos no armário. Aceitem-se na virtude ou no erro do momento. A culpa termina onde começa a aceitação da imperfeição.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Hoje vi um palhaço


Passeava-me pelo Chiado, pessoas e mais pessoas com sacos e sacos e mais sacos. Lojas com grandes promoções e apelos ao consumismo. Não passou já o Natal? Terão as pessoas assim tanta coisa que não gostaram ou tantas meias com número errado, a precisarem de ser trocadas? Enfim, lá ia eu a fazer o que tanto gosto. Observar. Nas ruas, tocava um rapazinho com as suas tranças rastas, dando até vontade de dançar ao ritmo alucinante do seu reggae. As pessoas paravam junto à entrada das lojas, umas olhando para o talão, outras retirando os objectos adquiridos dos sacos, verificando-os. As crianças, na sua grande maioria era levadas a reboque e iam olhando à volta, apontando o dedo para isto ou para aquilo, enquanto os pais seguiam imersos nas suas próprias conversas e raciocínios incorrompíveis pela dispersão chata e infantil daqueles seres com preocupações igualmente pequenas.
No meio de tudo isso, mesmo ao cimo da rua, lá estava ele! O palhaço! Distribuindo sorrisos, plantando gargalhadas e oferecendo balões com formas redondas e apetecíveis. Ora desfilaram flores, corações com gaiolas, mais flores, chapéus, espadas...
Nestas encruzilhadas da vida, tive a oportunidade de conhecer um palhaço e talvez isso me tenha feito hoje parar e observar com mais atenção o palhacinho que era um foco de alegria, pureza e honestidade de ser, precisamente ali. Não há coincidências. Precisamente ali. E é engraçado reparar que quem lhe presta mais atenção são precisamente as crianças. Eu estive para aqui a reflectir sobre isso e talvez seja porque talvez elas não tenham esse receio de partir para o inusitado, de expressar de forma límpida e sentida a gargalhada e de abrir o coração sem medos.
Ser palhaço para mim é uma forma de vida. Admiro-os. A forma feliz e desinteressada como levam a vida, apesar de tudo o que também carregam às costas. O lado quase ermita com que se vão deslocando pelo coração das pessoas, lembrando-lhes que todos possuimos uma criança interior que precisa de ser liberta e respeitada. E como eles o fazem tão bem. Só nós é que - na grande maioria das vezes - fazemos ouvidos moucos a essa lição. Pois hoje coloquei-me a jeito. E ele encheu-me o coração de luz, de verdade nas coisas que faz e no que é e - acredito - afastou algum comodismo materialista que por ali se passeava. Quando encontrarem um palhaço, parem, escutem e reflictam sobre o que eles vos ensina de vós.
Pergunto-me o que teria feito ele para mim? Deveria ter tido a coragem de lhe pedir.
Para o ano está-me prometido usar um nariz de palhaço. Obrigada Bigpea! Estou ansiosamente à espera!

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Believe


Este foi certamente o Natal mais triste de todos. Eu sou uma superfã do Natal. Gosto de ficar a admirar a árvore, ver as luzes a acender e a apagar, entusiasma-me fazer a decoração da casa, roubar a massa das filhoses... este ano a árvore não teve prendas, toda a gente se deitou antes da meia-noite e dormiu-se no sofá. Foi o Natal mais triste que tive até hoje. Depois do ano dificil que tive foi extremamente complicado para mim o dia de ontem. Mas tive a sorte de receber uma prenda:) Os meus amigos roubaram um pouco do seu dia em familia para me virem dar miminho e recebi um pijama da Kitty - "da colecção Eco, suse! Ecofriendly como tu"- e voltou o sorriso! Para o ano hade ser melhor. I still believe!

P.S: O Pai Natal não passou por aqui o maroto!!! Ou melhor... passou mas eu estava a dormir;)

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Delicioso, não acham?

Susy, acreditas no Pai Natal?


Hoje foi o último dia de atl antes do dia de Natal. As crianças lá andam todas entusiasmadas, mas há algo que me entristece quando falo com elas. É que a grande maioria vai fazer as compras das prendas com os pais e já faz ideia do que vai ter na árvore, para além de oferecerem prendas em seu nome sem que tenham sequer concorrido para a escolha. Isto aborrece-me solenemente. Aborrece-me que se perca a magia, que as crianças cresçam sem a capacidade de imaginar, de sonhar de acreditar nos sonhos.
Estava eu entusiasmada a falar-lhes das minhas aventuras com o Pai Natal ( a vez em que ficou preso no exaustor e a noite em que por uma milésima de segundo não o apanhei no trenó estacionado junto à janela da minha sala) e uma das meninas perguntou-me, como se fosse fazer uma grande revelação: " Susy........... Tu não acreditas no Pai Natal, pois não? é que susy.... O pai natal não existe, são os nossos pais...". Bolas, continuam a matar-me o Pai Natal ano após ano. Mas eu ressuscito-o sempre. Tenho esse poder.
Sim. Eu acredito no Pai Natal. Não. Não estou sob qualquer tipo de surto psicótico, delirio ou alucinações. Eu acredito no Pai Natal. Acredito na paixão pelos outros, na compaixão e no espirito solidário do ser humano sob a forma de um velhinho de barbas. Se eu pudesse, tal como ele, eu dava volta ao mundo só para coleccionar sorrisos e distribuir abraços. O Pai Natal é um simbolo de amor incondicional, façam as asneiras que fizerem ele está lá porque o coração dele é dádiva, puro amor. É nesse Pai Natal que eu acredito. Acredito nele, tal como acredito no PeterPan por exemplo. É apenas mais uma face do ser humano. Acredito que todos nós podemos usufruir dessa nossa faceta de Pai Natal ao longo de todo o ano. É tão bom dar!
Só nunca consegui tirar-lhe uma foto... por isso pedi aos meus miúdos: Se vocês o virem tirem uma foto ou mandem-no a minha casa, ele que bata 3 vezes no vidro do meu quarto, eu lá estarei acordada para abrir a janela e vê-lo voar. Reitero o pedido para vós! A melhor foto recebe um prémio.
Um Feliz Natal para todos. Principalmente em amor e com amor.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Eu tenho ESTE problema...

... ao qual eu chamaria de particularidade. Todos nós temos as nossas e eu, definitivamente, alio o facto de estar sempre atrasada e -por conseguinte - com pressa, ao facto de ser distraída e, ainda, ao gosto trabalhado ao longo do tempo de calçar meias com cores diferentes. Explicação lógica para isto, todas e nenhuma. Cada um com a sua, eu com esta!

sábado, 20 de dezembro de 2008

Earthlings

Vejam por favor! Não consigo hoje comentar. Vou sentar e meditar sobre a minha parte nisto.

http://video.google.com/videoplay?docid=-1717800235769991478


Aviso que é forte mas considero que é importante que saibamos como realmente as coisas se processam ao invés de continuarmos escudados pelo nosso actual e confortável estado de negação.

"Uma das maiores tragédias da humanidade é haverem pessoas que vêem mas não têm visão."
Hellen Adams Keller

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Carta a ti


A ti:

Se há dias em que aprendi coisas relevantes foi hoje. Hoje foi um dia dificil. Partiste ontem. Depois de um estado prolongado, vitima de um problema de foro oncológico partiste . E eu tenho a minha forma pacifica de ver a morte. Que a maior parte das pessoas não compartilha. A morte não me assusta. Nem a minha, nem a dos outros. Eu vejo a minha vida desde muito menina como uma possibilidade de crescimento. Não acredito em Céus, nem em Infernos porque para mim há algo de muito mais universal do que esse dualismo reduccionista a que o Homem se apegou, humanizando-se. Eras a pessoa com quem eu tinha maior dificuldade de me relacionar. Não interessa nem o porquê nem o porque não. Tu sabes-o bem demais para valer a pena põr por palavras. Eras-o efectivamente. Acho que todos o temos na nossa vida. Mas eu estava habituada a ser capaz de aceitar os outros como eram. Mas a ti nunca o consegui verdadeiramente. Havia em ti um despropósito funcional de espelho em mim que me causava naúseas. Mostravas-me a mim Susana - que até acha que não tem mau feitio -, uma Susana intransigente na sua vontade, intolerante perante a intolerância ignorante de quem não faz por mal, faz porque não sabe fazer melhor. Talvez não tenha havido alguém com quem eu tenha batido tão afincadamente o pé do que contigo. Achava-te tantas vezes estúpida na tua forma de ser, de tratares de ti, de olhares e pensares os Outros. E dizia-te tudo porque contigo os meus limiares de paciência infinita que tinha - e tenho - guardados aos kilos no coração, eterizavam-se de um segundo para o outro, com a tal rapidez com que um rastilho arde.

E isso assombrou-me durante tempos. Porque eu Susana eu era Perfeita! E não podia ter falhas de caracter tais!Até que me aceitei. Eu sou e serei sempre a Susana que não se cala perante o que considera errado. Que não se importa de entregar manifestos sozinha mesmo que isso implique ser despedida, de fazer greve de fome, de se insurgir contra o politicamente correcto. Mas também sou uma Susana Imperfeita. E convivo melhor com essa Imperfeição. Só não consegui conviver bem com a tua. Desculpa-me por isso. Mas esta sou eu. E eu dei-te tudo até ao meu limite. Porque ainda o tenho.

Sei que tinhas sonhos para mim, muitos e bonitos. Mas tal como tu seguiste o teu caminho eu estou a seguir o meu. Há quem não perceba. Quem vá demorar a perceber o alcance das minhas decisões mas foste tu também que me ensinaste, pelo que lia em ti ,que as escolhas têm que ser nossas para a vida ser igualmente nossa. Eu não vivo segundo guiões de autorias desaveças à verdade do meu ser. Não digo que não vá errar. Ai vou!!!Mas vou errar eu. Por minha escolha. E se é assim que se aprende, no eterno jogo da tentativa e erro é assim que eu vou crescer ainda mais como pessoa. Eu vivo o melhor que sei, com aquilo que tenho e sou. Neste momento isso basta-me. E sou feliz por finalmente ter as rédeas de mim mesma e estar a trotar ao meu ritmo e ao sabor da minha vontade.

Tu estás bem que eu sei. Também seguiste o teu caminho, porque para mim isto são tudo encruzilhadas enormes de caminhos, multiplas possibilidade de se Ser. Aprendeste e deste a ensinar. Nada há para perdoar ou esquecer. Só há para crescer. Crescer, crescer, crescer. Era isso que me inflamava em ti. A tua recusa em crescer. Inflamava-me porque me esqueci de uma verdade tão fundamental: Cada um tem o seu ritmo. E tu não tinhas o teu sintonizado com o meu. Nem eu o meu sintonizado com o teu.

Escrevo-te aqui, porque me ligo melhor a palavras do que a ritos. Porque para mim a divindade está em cada um de nós e na forma como nos expressamos e eu, tu sabes, eu expresso-me por palavras. Não consegui acentar durante estes dias. Porque tu sabes que há quem precise demim agora. No fundo não precisam demim, precisam de amor, eles é que não sabem. Mas como o pai dizia hoje "sofre-se, chora-se e segue-se a vida". Este foi o espaço para colocar a dor. Não a quero levar mais comigo, já aprendi com ela o que tinha a aprender.
Mas sabes, um dia o mundo hade ser só amor, respirar-se-á amor. E todos viverão felizes porque têm o essencial: o amor incondicional. Aí seres como tu, poderão fluir com facilidade e crescerão tão mais felizes. Mas não te preocupes. Tu agora és Luz e Amor.
Deixo-te um lirio amarelo com a promessa de que plantarei 65 lirios amarelos em tua honra. Lirios porque o significado do meu nome está-lhe associado, amarelo bem sabes porquê. Serão a minha homenagem a ti. Que o teu espirito se perpetue harmoniosamente com a natureza.
Como bem viste, porque não tenho jeito para despedidas e - acima de tudo - não acredito nelas, digo até mais tarde que o dia de amanhã já aí vem. Obrigada pelo desafio que foste.

Susana


quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

doloroso... muito doloroso:)

O nariz do Mickael Jackson não caiu por ele se assoar demasiado, pois não??

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Sam Cooke is in the house!

Um sonho


Apetece-me partilhar um sonho. Viver numa casa ecológica, eficiente e que respeite a natureza, integrando-se nela, fazendo parte da paisagem. É num ambiente assim que sonho um dia viver em familia, que espero ser mãe e ver o mundo à minha volta mudar. Não seria muito melhor se em vez dos aglomerados cinzentos que crescem como cogumelos, houvessem sim aglomerados de materiais naturais, inseridos na paisagem verde ou branca da neve? O meu sonho hade concretizar-se.

domingo, 14 de dezembro de 2008

A importância do Elogio

O Elogio construtivo pode ser mais poderoso do que a crítica. Embora sejam muitas as vezes em que os acontecimentos negativos na nossa vida potenciam grandes avanços na nossa caminhada vivencial é o elogio, a dádiva, o amor pelo que o Outro é e pelo que faz que acalenta a sua e a nossa prosperidade. Porque não há nada melhor do que dar e receber. Elogiar afaga a alma.

Compaixão


A vida é uma coisa engraçada. Passo anos sem problemas de saúde e no espaço de uma semana sou forçada a ir duas vezes ao hospital e passar lá uma noite:)
Quando se está no hospital lembramo-nos de uma parte importante de nós, muitas vezes esquecida, a compaixão. Foi para isso que me serviram estas andanças. Ver que há tanta gente a precisar de ajuda, perdida e deslocada do mundo em que vive. Os outros mostram-nos uma importante parte de nós.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

De que tamanho é o teu mundo?



"Um dia, uma criança chegou diante de um pensador e perguntou-lhe: Que tamanho tem o Universo? Acariciando a cabeça da criança, ele olhou para o infinito e respondeu O universo tem o tamanho do teu mundo. Perturbada, ela indagou novamente: Que tamanho tem o meu mundo?. O pensador respondeu: Tem o tamanho dos teus sonhos" ( Augusto Cury)

Afirmo convictamente: Sou uma sonhadora. Não me envergonho disso. Gosto dessa faceta em mim. De subir às nuvens de quando a quando para ter uma perspectiva mais profunda do caminho que pretendo trilhar. Para mim sonhar não implica um desligamento do imediato, do que percepcionamos como real. Sonhar é para mim intuir percursos futuros, metas que por mais inatingíveis que possam parecer são concretizáveis, sob um grau de objectivos pré-definidos e conscientemente estabelecidos. Porque o Homem só se limita a si mesmo quando se cuibe de acreditar no seu potencial de acção e possibilidades.
Apesar de eu ser uma gota no Universo, o meu mundo é grande. Cruza-se e cruzar-se-á com outros mundos igualmente grandes de quem não tem medo de acreditar que consegue e que é mais.
E vocês? De que tamanho é o vosso mundo?

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Bússola


Depois de alguns dias de ausência - e turbulência - volto a estar online. Neste momento ainda estou às voltas com as coordenadas da minha bússola vivencial: caíu e deve ter entrado num campo magnético qualquer, estando meio baralhada, mas a olhos vistos de estabilizar. Prevêm-se bons tempos, melhores que estes pelo menos!
Hoje venho aqui apenas para dizer que estou operacional e sorridente. Um beijinho para todos e volto amanhâ. Não se livraram dos meus wakeups!

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Um dia destes...


Um dia destes parto sem mais vir. Parto sem no fundo ir. Vou procurar o sentido de Casa para outro lado. Entrego-me à natureza e serei feliz.
Um dia destes, queimo os meus últimos cartuchos de relação com um sistema no qual nunca me integrei. E vou para longe sem nunca virar as costas.
Um dia destes pego nos meus poucos haveres e lá vou eu com a trouxa às costas. Os projectos levo-os no coração, para os trabalhar com as mãos. São tantos, mas precisam de novos cenários.
Um dia destes, que está para breve. Um dia destes ganho coragem e parto.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

reflexão...


Estar sozinha é diferente de estar sem ninguém. É estar acompanhada comigo mesma.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Hoje apetece-me ouvir isto:

Sonhos... Desafio 2: mais uma vez... inacabado


Passei por um blog onde falavam deste desafio: 8 sonhos.

Bem eu sou uma rapariga naturalmente sonhadora, acho que será das marcas mais fortes da minha personalidade e forma de estar no mundo. Alguém me disse que eu tenho a eterna "vontade interna de casar o céu com a terra!". Mas agora que estava a tentar enumerá-los é-me díficil... nunca fui muito boa a pedir... mas sou óptima a receber;)

Plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro - como dizia o poeta -.

Árvores quero plantar muitas, plantar sorrisos, viver num mundo mais verde, inspirar oxigénio mais puro.

Ter um filho. Pela via biológica e via adopção. Não me interessa que sejam ciganos, chineses, caucasianos, molatos, pretos retintos. Quero enchê-los de todo o amor que tenho para dar. Quero muito ser mãe.

Escrever um livro. Deixar de deitar folhas e folhas para o lixo, o que quase me faz acreditar que devo ter qualquer traço de personalidade de natureza mais compulsiva:). Escrever um livro para crianças.


Acho que os meus sonhos passam mais por objectivos a curto, médio prazo e longo prazo que pretendo concretizar e para os quais vou traçando pequenas metas.
Estou a ganhar jeito para desafios inacabados:)



segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Chaves


Eis as minhas chaves... sim têm muita coisa pendurada... porque eu sou distraída e preciso de alguma coisa que faça, efectivamente barulho.
Precisamos de tantas chaves. De nos sentirmos seguros e fechados num local a que chamamos de casa. O problema é quando as portas que elas abrem e fecham não nos levam a casa. Aí somos uma espécie de ermitas dentro dos nossos abrigos forjados. Eu ainda caminho para CASA. Sei que o caminho implica a viagem a mim mesma. Os atalhos serão certamente muitos. As paragens outras quantas, as vezes em que me perdi e me perderei outras tantas... a imensidão da busca interior num mundo grande onde nem sempre encontramos calor. Provavelmente encontrarei muitas portas, muitas muitas à espera de serem abertas, escancaradas, batidas, fechadas, espreitadas. Preciso de chaves, se possivel barulhentas, que não me façam seguir cega por esses caminhos que me levem a CASA, aos adentros demim.

domingo, 30 de novembro de 2008

E a chuva cai lá fora...



Hoje foi um dia assim... a saborear o frio, dentro do espaço que sendo ou não o mais perfeito sempre me albergou. Foi dia de pousar a cabeça nos joelhos e cobrir-me com um cobertor, porque o frio teima em magoar a pele. Hoje foi dia de saborear as letras e as palavras de outros, de mergulhar no meu universo e de meditar sobre mim. De planear, de sonhar e de dar colo a mim mesma, sem me esgotar nos outros. Hoje foi dia de me sentir em casa. Foi dia de me sentir em mim

My soul has returned.... just one more lesson learned.



I was burned but I called it a lesson learned
Mistake overturned
So I call it a lesson learned
My soul has returned
So I call it a lesson learned
Another lesson learned

Life perfect
Ain't perfect
If you don't know what the struggle's for
Falling down ain't falling down
If you don't cry when you hit the floor
It's called the past cause I'm getting past
And I ain't nothing like I was before
You ought to see me now

Há uma semana atrás foi assim...


Há uma semana atrás as pessoas passeavam calmamente pela areia, descansavam as pernas na esplanada mais próxima.
Há uma semana atrás eu enterrava feliz da vida os meus pés numa praia algures e soube tão bem um banho de maresia.
Há uma semana atrás o mar estava calmo, o vento era fresquinho e rossava suavemente a minha pele.
Há uma semana namorava-se pelas areias, fazia-se jogging de tronco nu, caminhava-se de viola às costas e até se fazia Nudismo.
Há uma semana estava mais quentinha do que hoje, mas estava igualmente bem comigo mesma. Que as mudanças sasonais não perturbem o mais estado de humor e a nostalgia seja um periodo transitório entre a saudade e a felicidade.
Há uma semana atrás foi assim. Hoje está frio e chove.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

210 biscoitos














210 biscoitos de partilha, risos, palermices, ralhetes, alegria e calor animico.
Obrigada pelos momentos que me proporcionam todos os dias e que me fazem ter esperança no mundo onde vivo. O mundo é vosso.
Espero que quando saírem daqui se lembrem não demim mas do que vos digo: O mundo é vosso. Com garra, amor pelo outro e por vós mesmos, o mundo pode ser o que vocês sonham. Obrigada

Eu... intuitiva e metaforicamente sentida por Ana Alpande








ATENAS

who will cry for the little boy

Há algo que sempre causa grande ansiedade quando se fala de adopção: a relação emocional da criança que FOI adoptada com aquilo a - muitas vezes fantasiada - familia biológica. Parece-me até que que é uma fonte de ansiedade generalizada a todos os que ponderam avançar para este processo, ou que já s embrenharam nesta aventura de ser pais. Portanto e porque considero importante diversificar a partilha das experiências e vivências do outro lado do espelho - da criança - hoje insurge-se-me palrar sobr este tema.


Começo por afirmar que nunca me pareceu exequível privar com aquilo que -à falta de melhores termos - se apelida de mãe biológica. Na verdade a minha relação emocional com a imagem que construi dela foi desde a revolta a uma postura de não julgamento perante a sua escolha de vida, que foi efectivamente não ficar comigo.

Há uns anitos via um filme com o grande Denzel Washington, o "Antoine Fisher" em que a personagem se debatia com a necessidade de confrontar a mãe biológica, procurando perceber o porquê das suas escolhas. Eu acredito que nenhuma resposta que ela me desse poderia apaziguar a minha incompreensão. A paz que sinto em relação à escolha dela e àquilo que ela personifica encontrei-a e encontro todos os dias em que aprendo a gostar demim.


Para mim as respostas estão dentro de nós. Acredito que muitos decidem procurar a familia biologica porque nessa busca esperam encontrar um pedaço de si mesmos, do amor próprio que nunca conseguiram construir. É como sempre assumissem aquele papel de criança abandonada, de criança enclausurada no seu mundo estéril de amor e de emoções. E por isso procuram fora aquilo que não conseguem encontrar dentro.


Não estou a tecer nenhuma crítica e sublinho que cada caso é um caso. Cada um segue o caminho que consegue para chegar a si mesmo, dispondo das ferramentas que possui.

Eu acredito que quando nos sentimos unos e aceitamos verdadeiramente o que somos essa busca deixa de ser necessária. Os laços consolidam-se nos afectos. Mas tudo é um processo. O que, no meu ponto de vista, vocês pais e candidatos a pais podem fazer é munirem os vossos filhos das ferramentas necessárias em vista a estes se tornarem em seres capazes de se amarem a si mesmos. Se estiveram realmente bem e felizes com o que têm, onde estão e com o que são o abraço para onde quererão correr será sempre para o vosso.

Deixo-vos este video do filme.

Um abraço para todos Susana

domingo, 23 de novembro de 2008

Para vos fazer sorrir




Um sorriso meu para todos.

Sempre que o Natal vier: A música para a pequenada

Sempre que o Natal vier

Sempre que o Natal vier
Vamos dar as mãos
O amor está na partilha
em seguir o coração

Em cada gesto um mundo inteiro
Na diferença vive a aventura
Tudo está ao nosso alcance
Discriminação é desventura

Natal, irmão diferente é nosso igual
Natal, terra dos sonhos e da igualdade
Natal sou eu, és tu, somos nós
Sou eu, és tu e somos nós

Estamos juntos para vos cantar
Um Natal diferente, espectacular
A semente de um novo mundo
Onde todos somos iguais
Não na cor, mas no olhar

Natal, irmão diferente é nosso igual
Natal, terra dos sonhos e da igualdade
Natal sou eu, és tu, somos nós
Sou eu, és tu e somos nós


Depois mostro-vos o resultado final com a música por baixo:) Até que está giro, já os ouvi a ensaiar:)

sábado, 22 de novembro de 2008

As coisas em que eu penso...








Poderá a Perfeição ser Eterna? ou estará a Perfeição na efemeridade dos actos?

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

I'm simpsonized:) and you?

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Acorda a Criança que há em ti.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Estado da Leitura


Estado da leitura...
Já terminei o Crepúsculo... agora estou a caminhar rapidamente pelo desfiar de letras da Lua Nova. Além da bela, mística e interessante história de amor entre a Bella e o Edward o que retiro mais desta leitura é a descrição da dor da ausência. Eu já o senti. A apatia perante a vida, o controlo automático das tarefas rotineiras dias a fio, o olhar vazio, a física dor coronal , a exaustão do nada sentir, o sentir-se que se foi roubada de forma injusta e imprevisivel.
O não querer seguir em frente sozinha. O não procurar nada à volta, nada tocar os nosso 5 sentidos.. é tudo frio e distante. E a frase que mais odiava era o "vai passar"... um desrespeito mordaz de uma dor que se crava em nós e ameaça ficar para a eternidade. Mas a verdade é que tudo passa para vocês que possam ser realmente cépticos, e a verdade é que também ninguém vos rouba absolutamente nada. É a obrigação de crescer. Eu acredito que as pessoas que se cruzam connosco na vida e de forma significativa têm como missão fazer-nos crescer... quando já não crescemos é porque chegou a hora de partir. Mas as despedidas doiem sempre. É suposto doerem. Sinal que há coisas boas que deixam saudades. O desafio é integrá-las em nós e no nosso dia-a-dia. Aprendermos e seguirmos em frente. E seguir em frente e procurar a motivação certa é o mais dificil. Mas eu estou a conseguir. E cada dia aprendo mais a ser feliz com o que sou. O bom e o mau.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Frase do dia






Frase do dia:



" Fogo, a Susy é uma chita a comer sopa!"

Eu sei miúdos!:)

domingo, 16 de novembro de 2008

Desafio 1: Música. Quase levado a cabo:)

1- És homem ou mulher?

just a small town girl, livin in a lonely world....

Journey Dont stop believing

2- Descreve-te.

My soul,
is as open as the sky.
Often time,
it's just as blue.
People tell me,
I need to keep on dreamin'.
That's just what I'm gonna do.

"..."

It's the love.
It's the love that pulls me through.
'Cause when they tell me,
keep on dreamin'.
Thats just what I'm, I'm gonna, thats just what I'm gonna do


Amos Lee Dreaming


3- O que acham as pessoas de ti?


É tão bom uma amizade assim
Ai, faz tão bem saber com quem contar
Eu quero ir ver quem me quer assim
É bom pra mim e é bom pra quem tão bem me quer

Sérgio Godinho É tão bom

4- Como descreves o teu último relacionamento?

Goodbye, no use leading with our chins
This is where our story ends
Never lovers, ever friends
Goodbye, let our hearts call it a day
But before you walk away
I sincerely want to say
I wish you bluebirds in the spring
To give your heart a song to sing
And then a kiss, but more than this
I wish you love
And in july a lemonade
To cool you in some leafy glade
I wish you health
But more than wealth
I wish you love
My breaking heart and I agree
That you and I could never be
So with my best
My very best
I set you free

Natalie Cole I wish you love

5- Descreve o estado actual da tua relação com o teu (tua) namorado(a) ou pretendente.

Looking for the light of a new love
To brighten up the night, I have you love
And we can face the music together
Dancing in the dark

Dianna Krall Dancing In The Dark

6- Onde querias estar agora?

Agora, que a chuva cai, devagar
La fora, e a noite vem devorar
O sol, e tudo fica em silencio
Na rua, e ao fundo, ouve-se o mar.
Ouve-se o mar.


Mafalda Veiga Ouve-se o Mar

7- O que pensas a respeito do amor?

Maybe later we can go up to the moon
Or sail among the stars before the night is through
And when morning comes we'll see the sun is not so far
And we can't get much closer to God than where we are

John Legend So hight

8- Como é a tua vida?

Não consigo dominar
Este estado de ansiedade
A pressa de chegar
P’ra não chegar tarde

Não sei do que é que eu fujo
Será desta solidão
Mas porque é que eu recuso
A quem quer dar-me a mão

Vou continuar a procurar
A quem eu me quero dar
Porque até aqui eu só

Quero quem quem eu nunca vi
Porque eu só quero quem quem não conheci
Porque eu só quero quem quem eu nunca vi
Porque eu só quero quem quem não conheci
Porque eu só quero quem quem eu nunca vi


António Variações Estou além

9- O que pedirias se pudesses ter um só desejo?
Estou em mim como um soldado que deserta
Dá meia volta ao mundo em parte incerta
Não sei como cheguei aqui
Quis ser tudo

Estou mais só do que sozinho
Chega mostra-me o caminho
Leva-me pra casa

Corre vem depressa
O tempo voa
Só anda às voltas
Dá um nó
Não sei como cheguei aqui
quis ser tudo

Estou mais só do que sozinho
Chega mostra-me o caminho
Leva-me p'ra casa

O tempo voa
O tempo voa

Nem sei como cheguei aqui

Lúcia Moniz Leva-me p'ra casa

10- Escreve uma frase sábia.

Não invoquem o amor em vão
Rui Veloso Não invoquem o amor em vão


Só há pouco me apercebi que era para fazer só com uma banda.... mas como disse no inicio do blog... sou preguiçosa:) Não me apetece fazer tudo de novo!!!!! Desculpem!

Come to me

Koop para vocês... e não digam que não dá vontade de dançar:)


Baby, I've been waiting for you
Don't run away now
You've got nothing to lose
Baby, I feel so alone
And I need someone
To call my own

'Cause my love has just left me
And I need someone new
Who can tell me forever
In my eyes I own you (?)

Baby, oh baby, oh baby
Come to me

Baby, I've been waiting on you
Don't run away now
You've got nothing to lose
Baby, I feel so alone
And I need someone
To call my own

'Cause my love has just left me
And I need someone new
Who can tell me forever
In my eyes I own you (?)

Baby, oh baby, oh baby
Come to me

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Escreve-me para este lugar secreto

Escreve-me para este lugar secreto
onde reina a confusão...
acertas-me as horas da alma?
preenches-me o coração?

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Don't stop believing

Dedicaram-me esta música. A mim fez-me sentido. Porque.... I'm a believer! e sim..... i'm just a small town girl, livin in a lonely world....




domingo, 9 de novembro de 2008

Eu gosto de...

Muita gente já me disse para me centrar mais em mim. Vou falar demim. Para todos vós um pouco de umbiguismo na forma " eu gosto de" para adoçar o domingo:


Eu gosto de Amarelo
Eu gosto de bacalhau com natas mas não sou grande fâ de bacalhau cozido
Eu gosto de sonhar mas há sempre um pé coladinho à terra
Eu gosto de dar mas também gosto muito de receber
Eu gosto de cantar apesar de não cantar bem
Eu gosto de Abraçar mas acredito que pouca gente se apercebeu do verdadeiro valor de um abraço
Eu gosto de cães mas nunca tive nenhum
Eu gosto de crianças mas ainda estou a aprender a gostar da criança que existe dentro demim
Eu gosto de observar os outros mas nem sempre gosto quando me observam a mim
Eu gosto de aprender mas às vezes também sou preguiçosa e selectiva nas aprendizagens
Eu gosto de andar descalça mas no inverno não sobrevivo sem as minhas pantufas
Eu gosto de gelado de limão e de menta mas também adoro chocolate quente com canela
Eu gosto de conversar mas também gosto dos meus momentos de silêncio....

Não queiras saber demim



Lembrei-me desta música hoje numa conversa... aqui a deixo... é impossível não partilhar.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

A arte de (des)conversar

  • Sónia: Estás com fome?
  • Luís: Não. (breve pausa)
  • Sónia: Só pensas em ti!
  • Luís: O quê? De que é que estás a falar?
  • Sónia: Estou esfomeada e tu estás-te borrifando!
  • Luís: Claro que não! Se tu querias parar para comer, porque é que não me disseste?
  • Sónia: Eu disse-te! Porque é que nunca ouves o que digo?
  • Luís: Existe um bom restaurante Italiano numa rua aqui ao pé. Vamos lá jantar.
  • Sónia: Não vale a pena! Já não tenho fome. Leva-me para casa.

Encontrei isto pelo meu vadiar pela net e resolvi colocá-lo aqui. De facto este diálogo deve parecer familiar a muito boa gente. Quantas vezes dizem uma coisa e os outros ouvem outra? Eu acho que o desconversar é uma arte infantil para mostrar o quanto estamos zangados com o mundo e com os outros. Um descarrilamento de frustrações acumuladas. A procura de um bode expiatório - que normalmente está mesmo ao nosso lado, vejam lá que sorte!- para o que sabemos que não podemos colocar sobre as costas de mais ninguém. Eu assumi a minha culpa: já desconversei, mas também já me deixei disso. Agora canalizo as frustrações para algo positivo:) às vezes é dificil mas com um bocadinho de esforço tudo se consegue - lá dizia o outro-. Deixem lá os outros e cuidem mas é de vós. E já agora troquem as palavras azedas pelo mimo. Não há nada melhor do que mimo pelo mimo.
Eu voto nisso e vocês?

E viva as intoxicações alimentares!!!

Hoje estou assim...

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Yes, we can!

Eu não acredito em políticos. Acredito em pessoas genuínas que querem de facto o melhor para o nosso mundo. O que vi ontem no discurso é uma pequena parte do mundo onde quero que os meus filhos - quando os tiver - cresçam. Uma alma para além do discurso. Tempos onde as pessoas não têm medo de chorar perto dos diferentes de si, onde os sorrisos são de esperança e transparentes, onde lutam por um ideal comum e onde acreditam que o principio de conseguir é o querer. É esse o mundo onde quero tornar-me numa pessoa melhor. O tempo urge. As escolhas que temos que tomar têm que ser imediatas. Acredito e espero, com todo o meu coração, que esta tenha sido uma boa escolha. Tu conseguiste. Nós também conseguiremos.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Quantas vezes?

Quantos erros precisas de cometer para mudares?
Quantas vezes precisas de cair para saberes que te consegues levantar?

Quantas vezes precisas de ficar sozinho para saberes que o Outro afaga o caminho?
Quantas vezes precisas de chorar para procurares o que te faz sorrir?

Pergunto-te: quantas vezes?

domingo, 2 de novembro de 2008

...



Espaço sem passos, luz morna
dançam as ausências, sorri a ilusão

A beleza do Não ser, cresce sorri
Maltrata a solidão e eu floresci.

Depois do vazio duro, vens tu
mudas os passos, alinhas o espaço nu.

E cria-se um novo ser,
o intermédio do Eu e do Tu
a madrugada da magia.

sábado, 1 de novembro de 2008

Solidão.



Lisboa é linda. Mas há coisas que me fazem falta. Passeio-me pelos caminhos, as pessoas roçam-me o casaco, não me tocam a pele. Sinto-me tão sozinha no meio da multidão. Porque é que é tão dificil olhar nos olhos, retribuir um sorriso? Normalmente quem me sorri são as crianças. E como isso me deixa feliz. Só quero encontrar um sorriso na multidão para onde deixar voar o meu olhar. Como antes.

Leituras...


Próxima leitura.... nem acredito que isto está nas livrarias há que tempos e que já há mais duas sequelas e passou-me ao lado...

Precisa de ajuda?


Ontem vinha no autocarro e deparei-me com a seguinte cena: uma menina nos seus lindos 15/16 anos ( podem ser 17 ou 18, sou uma péssima avaliadora de idades) encontrava-se a caminho de uma - excitante espero - dormida na casa de uma amiga. Contudo ela não sabia nem onde era a casa da amiga - era algures em carnaxide - e ficara sem bateria no telemovel. Carregada até mais não - espero eu que com o devido saco-cama - apresentava-se num estado de ansiedade tal que uma senhora lá lhe emprestou o telemovel e um rapazito - talvez nos seus belos 18/19 anos e com as hormonas aos saltos - lá se ofereceu para servir de guia com a simples frase : " Precisa de ajuda?". E eu pensei que frase tão poderosa. Pode passar o desejo maternal de cuidar daquela senhora ou os pensamentos mais impetuosos de uma idade com o desejo à flor da pele...
Definitivamente gostava que me perguntassem: " Precisas de ajuda?" eu responderia... " Agradeço e retribuo".

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